RTI Esporte
·24 de agosto de 2026
O que falta para Marcos Lamacchia comprar a SAF do Vasco? Veja

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·24 de agosto de 2026

A compra da SAF do Vasco por Marcos Lamacchia depende, neste momento, da autorização da Justiça para o avanço do processo competitivo. A proposta do empresário já está apresentada, mas ainda precisa passar pelas etapas judiciais previstas na recuperação judicial do clube.
A Agência RTI Esporte apurou que a Almirante Participações, empresa ligada a Lamacchia, apresentou uma oferta que servirá como base para a disputa. A partir da autorização judicial, outros interessados poderão apresentar propostas pelo controle do futebol vascaíno.
Caso uma oferta superior seja apresentada, Lamacchia terá direito de cobertura e poderá igualar o valor. Se nenhum concorrente superar sua proposta, a Almirante será declarada vencedora. Depois dessa etapa, ainda será necessária a homologação da arrematação pela Justiça.
A situação do Vasco aumenta a complexidade da negociação porque o clube está em recuperação judicial. Por isso, a operação precisa seguir regras específicas e ser acompanhada pelas autoridades responsáveis pelo processo.
Além da Justiça, participam do acompanhamento a administradora judicial, o Ministério Público e a ANRESF (Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol). O processo também envolve discussões sobre a situação financeira do clube e os empréstimos realizados pela família Lamacchia.
Em 2025, a Crefisa, empresa de José Roberto Lamacchia, pai de Marcos, venceu um processo competitivo para emprestar R$ 80 milhões ao Vasco. Neste ano, a Almirante Participações concedeu outros R$ 40 milhões ao clube.
O grupo também pediu um novo empréstimo de R$ 150 milhões, mas a Justiça negou a solicitação. A magistrada determinou uma nova auditoria financeira antes de liberar recursos. Os empréstimos do grupo passaram a ser analisados no processo.
A proposta apresentada pelo empresário envolve valores superiores a R$ 3 bilhões quando considerados todos os compromissos previstos para a operação. O plano inclui R$ 500 milhões em aportes diretos para o futebol e mais R$ 150 milhões destinados ao centro de treinamento.
Marcos Lamacchia também assumiria cerca de R$ 1,3 bilhão em dívidas do Vasco. O empresário ainda prevê cobrir o déficit do futebol por cinco anos. Atualmente, o rombo é estimado em R$ 300 milhões por temporada.
Pelo modelo apresentado, o novo controlador assumiria responsabilidades financeiras previstas na recuperação judicial. A proposta também prevê a garantia dos pagamentos estabelecidos no plano e a absorção de determinados empréstimos já realizados pelo grupo.
Para o Vasco, esse ponto é fundamental para equilibrar as contas e garantir recursos para manter a operação do futebol. O aporte daria maior previsibilidade financeira e ajudaria o clube a cumprir seus compromissos.
Mesmo que a Justiça autorize o processo competitivo e a proposta de Lamacchia seja vencedora, a venda ainda não estará concluída. A operação precisará ser homologada judicialmente e seguir as etapas necessárias para a transferência do controle da SAF.
Depois, entram em cena o Conselho Deliberativo e a Assembleia Geral do Vasco, conforme as regras previstas para a operação. Somente após o cumprimento dessas etapas Marcos Lamacchia poderá assumir oficialmente o controle da SAF.
Por enquanto, Marcos Lamacchia segue como principal interessado na compra da SAF do Gigante da Colina. O avanço do negócio, porém, depende da autorização da Justiça para a abertura do processo competitivo.







































