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·18 de maio de 2026

O Record tentou fabricar um caso, Trubin defendeu-se

Imagem do artigo:O Record tentou fabricar um caso, Trubin defendeu-se

O Record tentou fazer mais um caso no Benfica, mas desta vez bateu no muro. E o muro chama-se Anatoliy Trubin.

A estratégia já todos conhecemos. Pega-se numa entrevista, escolhe-se um título com cheiro a novela, corta-se a parte que não interessa, empurra-se a leitura para a dúvida e espera-se que os adeptos entrem em pânico. Foi isso que tentaram fazer com o guarda-redes do Benfica.


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Na imprensa escrita do Record, o título era “Trubin evasivo sobre o futuro”. O problema é que, no meio do próprio texto, estava escrito que o jogador tinha dito que sim, que ficava na próxima temporada. Ou seja, o conteúdo desmontava o título. Mas isso já não interessa. O objectivo não era informar. Era lançar suspeita.

Não satisfeitos, ainda deram a entender que Trubin não garantia aos adeptos que ia ficar. Mais uma tentativa de transformar uma resposta normal de um jogador num caso. Mais uma tentativa de colocar ansiedade nos benfiquistas. Mais uma tentativa de abrir uma ferida onde ela não existe.

Isto não é jornalismo. Isto é uma fábrica de novelas. Só que Trubin não ficou calado. E fez muito bem. Nas redes sociais, o guarda-redes do Benfica respondeu com maturidade, frontalidade e sentido de responsabilidade. Escreveu:

“Esta época não foi, nem poderia ser, boa sem troféus para um clube como o Benfica. O futebol ensina claramente que não perder e vencer são coisas diferentes. E o lugar do Benfica é entre os vencedores.”

É isto que se exige a um jogador do Benfica. Consciência. Exigência. Ambição. Trubin não fugiu ao falhanço da época. Não veio vender desculpas. Não veio dizer que esteve tudo bem. Disse o óbvio, uma época sem troféus não pode ser boa para o Benfica. Ponto final.

Mas disse mais:

“Pessoalmente, foi uma época com muitos momentos que me tornaram mais forte, como jogador e como pessoa. Aceito estas lições, esta pressão e todas as emoções que vivi.”

Aqui está a diferença entre um profissional sério e quem vive de fabricar ruído. Trubin aceitou a pressão. Aceitou a crítica. Aceitou as emoções de uma época difícil. Não se escondeu, não se vitimizou e não usou meias palavras. Mostrou que percebe onde está.

E ainda acrescentou:

“Obrigado aos adeptos e a todos os que nos apoiaram ao longo da época. E aos que nos assobiaram, também. Todos vocês me tornam mais forte e dão-me motivação para trabalhar ainda mais. Foi mais uma época importante. O melhor ainda está para vir.”

Isto é uma resposta à Benfica. Aos que apoiaram, agradeceu. Aos que assobiaram, também. Transformou crítica em motivação. Transformou pressão em combustível. Transformou uma tentativa de caso numa mensagem de compromisso.

O Record tentou vender um Trubin evasivo. Trubin respondeu como um jogador comprometido.

Tentaram colocá-lo de saída. Ele falou como alguém que quer continuar a crescer. Tentaram insinuar distância dos adeptos. Ele agradeceu aos adeptos, até aos que o assobiaram. Tentaram fabricar dúvida. Ele respondeu com ambição.

E no fim fica a vergonha de sempre. Um jornal que devia informar, escolhe insinuar. Um título que devia resumir a realidade, escolhe deformá-la. Uma entrevista que devia servir para perceber o jogador, é usada para tentar atacar o clube.

Trubin defendeu muitas bolas esta época. Desta vez, defendeu-se de uma tentativa de ataque mediático.

E defendeu muito bem.

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