MundoBola
·22 de janeiro de 2026
O torneio vale pouco e o Flamengo nem queria jogar, mas ele venceu mesmo assim

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·22 de janeiro de 2026


Não vamos nem entrar na questão do Flamengo ser um clube bilionário, uma potência mundial, cujo planejamento feito pela comissão técnica com suporte de médicos, fisiologistas e preparadores físicos muda de um dia pro outro porque o presidente foi na onda de maluquinhos de rede social. Já aconteceu, não tem como mudar, Inês já é não só morta como enterrada e tem torcedor no Twitter dizendo que ela vai ser rebaixada também.
Mas o fato é que, até ontem, a equipe rubro-negra entraria em campo para o jogo contra o Vasco utilizando apenas os atletas sub-20. Toda a programação havia sido feita pensando nisso, os profissionais voltariam a campo só na outra semana, ninguém estava pensando em clássico, não tem nem dez dias que os caras se reapresentaram e tavam fazendo exame de sangue. E ainda assim, com o presidente Bap colocando o time em situação de “clássico surpresa”, o Flamengo venceu.
E não apenas venceu, mas dominou. Mesmo com um time misto, mesmo com moleque da base atuando improvisado em uma das laterais, mesmo com Arrascaeta ausente porque precisou passear com seus cachorrinhos na Barra da Tijuca, o Flamengo se viu capaz de amassar um adversário, garantir os três pontos e afastar mais um pouco a paranóia delirante do rebaixamento no estadual, que parecia ter tomado conta de certos setores da torcida.
Não foi uma exibição de gala. Era visível que os atletas ainda estão em começo de temporada, a parte física não estava brilhando e a qualidade técnica acabava caindo junto, com diversos erros bobos e oportunidades perdidas. Mas ainda assim a superioridade ficou visível ainda no primeiro tempo e gritante no segundo, quando o adversário que já se via pressionado decidiu facilitar nossa vida ficando com um jogador a menos em campo.
E aí, após algumas boas chances perdidas, numa noite de boa atuação de Cebolinha e Emerson Royal, brilhou a estrela dele, Carrascal. Pegando um belo chute de primeira, o colombiano abriu o placar, definiu a partida, e permitiu que boa parte do segundo tempo consistisse no Flamengo rodando a bola e procurando espaços, mas sem tanta pressa pra forçar a jogada e sem tanta necessidade de se arriscar.
Então na estreia “de verdade” da equipe rubro-negra em 2026 o saldo foi positivo. Era um jogo que não valia nada, dentro de um torneio que importa muito pouco, contra um adversário que não serve de referência? Certamente. Mas ainda assim a vitória tem sua importância, como oportunidade para alguns atletas que ainda buscam seu espaço no grupo ou precisam recuperar a confiança, e também para acalmar os setores da torcida que acham que chegar numa semifinal de Carioca pode ser tão ou mais importante do que preparar a equipe para o restante da temporada.
Se o ano está começando de verdade só agora, ao menos a sensação é que ele começou bem.







































