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·28 de abril de 2026
O trabalho tem sido muito acima do que se esperava então a rejeição vira energia, diz Rui Costa sobre o São Paulo

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O trabalho tem sido muito acima do que se esperava então a rejeição vira energia, diz Rui Costa sobre o São Paulo
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Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Rui Costa comentou sobre sua rejeição e ainda se defendeu das críticas da torcida do São Paulo:
“Bom, eu não sei se são 22 milhões que querem minha saída, né? Talvez sejam muitos. Essa é uma ônus direto de quem trabalha num grande clube na função que eu exerço, né? Eu já vivi pressões semelhantes a essa em outros clubes. Já desfrutei de ambientes muito tranquilos no São Paulo, porque não tinha o protagonismo que tem hoje, né? E esse protagonismo, especialmente nesse ambiente que o futebol vive hoje, ele é muito assim do amor ao ódio, né? E prepondera sempre essa questão mais de uma avaliação mais contundente.
Eu tenho profundo respeito pelo torcedor do São Paulo. Eu sei o quanto ele é importante e o quanto ele foi importante, principalmente quando nós conquistamos a Copa do Brasil. E eu estava aqui, eu era o diretor executivo quando conquistei a Copa do Brasil e tive não porque não tinha esse protagonismo que tenho hoje, mas percebia a satisfação do torcedor, a felicidade dele quando encontrava o torcedor na rua, nos momentos que eu frequento, pequenos momentos sociais que eu tenho, porque a minha vida é praticamente o São Paulo.
E hoje ele tá insatisfeito. Eu tenho que entender que essa insatisfação, ela tem que ser uma força motriz para que eu no meu trabalho, enquanto as pessoas que comandam o clube entendam que esse trabalho é pertinente e é adequado, eu transformo essa rejeição, né, que eu não sei quantificar ainda, mas que evidentemente colocando em rede social, ela é muito grande a manifestação das torcidas, enfim, transformar isso em uma energia maior ainda para reverter esse quadro, para que o torcedor, quem sabe no final do ano, daqui alguns dias, daqui alguns meses possa entender que o trabalho que nós desenvolvemos, que eu desenvolvi aqui, foi um trabalho que respeitou a grandeza do São Paulo.
Repórter: Agora, ô Rui, você sabe que quando tem esse tipo de pressão, quando tem essa questão envolvendo a política também, porque há uma questão política forte no São Paulo hoje, os bastidores, presente Harry Massis sendo cobrado também por questões políticas, por questões financeiras, a torcida pedindo a sua saída. Quer dizer, não é um ambiente completamente tranquilo, ao contrário, tem uma pressão grande aí. Como vocês fazem para blindar isso no campo? Porque isso acaba chegando pros jogadores, isso acaba chegando pro campo também. Você acha que esse ambiente tem ajudado, tem contribuído também para muitas vezes o São Paulo mostrar a instabilidade dentro de campo?
Rui Costa: Ninguém gosta de ser criticado, ninguém gosta de ser xingado, a não ser que tenha alguns, né, algum viés de sádico, assim, não é o meu caso e nem das pessoas que aqui estão. O nosso ambiente no CT é muito bom, excelente, é um ambiente de muito trabalho, até porque com todas as dificuldades que nós temos, nós estamos hoje com 100% de aproveitamento na Sul-Americana, iniciamos a Copa do Brasil com uma vitória que poderia ser muito maior do que foi.
E estamos em quarto lugar no Campeonato Brasileiro, né, numa pontuação que obviamente nós podemos ter até mais pontos do que temos hoje, porque fizemos alguns jogos ruins, mas eu acho que pouca gente imaginaria que o São Paulo, com todas as limitações que temos, estivesse hoje nessa ponta de cima da do campeonato que tá começando, né? Então, do ponto de vista desportivo, eu acredito que o nosso trabalho ele tem sido muito acima do que se esperava até e do que você poderia projetar.
E é com base nisso e com o ambiente que nós temos aqui, é que nós trabalhamos todos os dias com a convicção de que tudo pode melhorar, né? É claro que o ambiente externo ele não tem como não chegar até nós, né? Mas é como é que tu lida com isso? Com maturidade, com experiência profissional, trabalhando muito na questão da convicção daquilo que tem que ser feito, com o apoio do presidente, com apoio que nós damos uns aos outros aqui. Eu acho que esse é o caminho para que nós possamos cada vez mais com o nosso trabalho diminuir essa pressão externa.”
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