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·02 de julho de 2026

Odiada por Tuchel, pausa para hidratação foi essencial para a virada da Inglaterra sobre a RD Congo

Imagem do artigo:Odiada por Tuchel, pausa para hidratação foi essencial para a virada da Inglaterra sobre a RD Congo

A pausa para hidratação, uma das principais novidades da Copa do Mundo de 2026, teve papel decisivo na classificação da Inglaterra às oitavas de final. Criticada por técnicos ao longo do torneio, a regra acabou beneficiando justamente a equipe comandada por Thomas Tuchel na vitória por 2 a 1 sobre a República Democrática do Congo. Segundo análise do jornal inglês The Sun, a interrupção permitiu que o treinador reorganizasse a equipe e mudasse o rumo da partida.

A Inglaterra saiu atrás no placar logo aos sete minutos, quando Brian Cipenga aproveitou falhas defensivas para abrir o marcador. Mesmo com maior posse de bola, os ingleses encontravam dificuldades para criar oportunidades e ficaram próximos de uma eliminação precoce.


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Foi durante a pausa para hidratação do segundo tempo que Tuchel reuniu alguns dos principais jogadores da equipe. De acordo com o The Sun, o treinador conversou diretamente com Jude Bellingham, Declan Rice e Anthony Gordon, que havia acabado de entrar na partida. O repórter Geoff Shreeves, citado pelo jornal britânico, classificou o momento como “possivelmente a conversa mais importante da carreira internacional” do treinador alemão.

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Thomas Tuchel passa instruções para jogadores da Inglaterra em uma das pausas hidratação contra a RD Congo – (Foto: Richard Pelham/Getty Images)

A resposta veio rapidamente. Aos 30 minutos da etapa final, Gordon cruzou para Harry Kane marcar o gol de empate. Já aos 41, o atacante do Newcastle participou novamente da jogada que terminou com o segundo gol de Kane, decretando a virada e a classificação inglesa.

Segundo o The Sun, até o presidente da Fifa, Gianni Infantino, destacou a importância das pausas para hidratação no desempenho da Inglaterra. O dirigente afirmou que a seleção soube aproveitar os intervalos para se reorganizar e assumir o controle da partida antes de balançar as redes duas vezes nos 15 minutos finais.

Infantino também defendeu a medida adotada pela entidade. Segundo ele, além de proporcionar descanso aos atletas durante um torneio disputado em altas temperaturas, as pausas garantem a todos os treinadores um momento específico para orientar suas equipes, independentemente das condições climáticas.

Outro que comentou o tema foi Alan Shearer. Embora seja contrário às interrupções por acreditar que elas prejudicam o ritmo e a atmosfera dos jogos, o ex-atacante inglês admitiu, durante a transmissão da BBC, que a pausa “veio na hora certa” para a Inglaterra. O comentarista observou que Tuchel aproveitou o intervalo para conversar com praticamente todo o elenco, em um momento em que nenhum jogador vinha apresentando bom desempenho.

Após a partida, o próprio Tuchel reconheceu que utilizou a parada para tentar mudar o panorama do confronto. Apesar de continuar preferindo um futebol com fluxo contínuo, o treinador afirmou que seria um erro não aproveitar um recurso disponível e elogiou a postura dos jogadores durante a conversa, classificando-os como calmos e receptivos às orientações.

A ironia é que Tuchel havia sido um dos principais críticos da regra poucos dias antes. Em entrevista durante a fase de grupos, o treinador afirmou que as pausas para hidratação “mudam a identidade de uma partida de futebol” e fazem com que o jogo seja dividido “quase em quatro tempos”. Na ocasião, o alemão reconheceu que as interrupções permitem aos técnicos orientar suas equipes, mas afirmou preferir um futebol disputado de forma contínua, sem tantas quebras de ritmo. Contra a RD Congo, porém, a pausa tão criticada acabou sendo decisiva para colocar a Inglaterra nas oitavas de final da Copa do Mundo.

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