Papo na Colina
·20 de agosto de 2026
Ofensiva na Justiça: Vasco apresenta recurso de 47 páginas para liberar empréstimo e destravar reforços

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·20 de agosto de 2026

O Vasco deu uma resposta contundente no âmbito de sua Recuperação Judicial ao protocolar uma petição robusta de 47 páginas na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O documento inaugura um capítulo decisivo nas batalhas travadas pelo clube contra a 777 Partners e visa anular ou reconsiderar a decisão judicial que barrou a captação do novo financiamento DIP (Debtor-in-Possession) no valor de até R$ 150 milhões líquidos. A peça processual, tecnicamente detalhada, é tratada pela diretoria como a chave para destravar a liquidez imediata e manter o planejamento esportivo da temporada em pé.
A nova medida jurídica foi construída para demonstrar a regularidade absoluta da condução da Vasco SAF e combater a exigência prévia de um relatório de auditoria da consultoria ICTS como condição para obter novos créditos. Com o prazo exíguo até o fechamento da janela de transferências em 11 de setembro, a cúpula jurídica do clube reuniu provas documentais para acelerar o aval judicial e afastar o risco de asfixia financeira.
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O documento protocolado na Justiça traça cinco objetivos centrais para blindar o clube institucionalmente e restabelecer o poder de investimento do departamento de futebol:
Um dos pilares mais contundentes da peça de 47 páginas é o enfrentamento direto à postura da 777 Partners. O departamento jurídico do Vasco expõe a contradição da empresa americana, que ingressou com embargos e requereu auditorias enquanto acumula processos de insolvência no exterior. A petição sustenta que as manobras processuais do grupo estrangeiro têm como único propósito tumultuar a gestão e retardar a transferência definitiva do controle acionário da SAF.
O clube reforça que todas as movimentações financeiras ocorrem sob vigilância estrita e contínua dos administradores judiciais, do Ministério Público e dos peritos nomeados pelo próprio tribunal (gatekeeper e watchdog), o que elimina qualquer hipótese de gestão temerária ou desvio de finalidade na aplicação dos recursos.
A cúpula vascaína expressa otimismo fundamentado na solidez dos argumentos apresentados e vê amplas chances de êxito no recurso. Uma resposta favorável da juíza devolverá ao clube a capacidade de competir no mercado de transferências, assegurando aportes para posições carentes — como zaga, meio-campo e comando de ataque — e blindando o elenco na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Pedrinho e o diretor Admar Lopes – Foto: Mateus Bonomi/AGIF
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