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·06 de abril de 2026
Olho no lucro futuro: Bahia adota estratégia de manter percentuais em vendas de atletas

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·06 de abril de 2026

O Bahia tem consolidado um modelo de negociação no mercado de transferências que vai além do valor imediato depositado em conta. Com foco na sustentabilidade financeira e no potencial de valorização de seus ativos, a SAF tricolor tem adotado como termo inegociável em seus contratos de venda a manutenção de uma fatia dos direitos econômicos.
A estratégia visa garantir que o Esquadrão lucre em uma eventual venda futura do jogador pelo seu novo clube, independentemente do valor que o clube recebe na transação direta com o clube que adquire o ativo tricolor.
A postura marca uma mudança de patamar na forma como o Tricolor de Aço lida com o mercado. Em vez de abrir mão de 100% dos direitos por um valor maior no presente, o clube aceita compor o negócio mantendo percentuais que variam entre 10% a até 50%, com a possibilidade de um lucro maior caso o jogador mantenha o desempenho ou surpreenda em sua nova equipe.
O fato foi repetido na negociação que liberou o volante Miqueias ao futebol do Cazaquistão. Com apenas três meses antes de o atleta ter a liberdade de assinar um pré-contrato, a diretoria tricolor aceitou uma negociação “sem custos” nesse momento, em troca de manter 50% dos direitos do jogador.
Os moldes da negociação são similares em relação ao que vem sendo feito no ato de negociações de atletas, independentemente do valor de mercado e da quantia recebida pelas transações.
Foi assim também com:

Juninho foi artilheiro do Bahia na Copinha 2026 (Foto: Londrina)
Jogadores jovens que saem do clube por não conseguirem espaço – como no caso recente do volante Jota –, muitas vezes utilizam clubes de porte menor como vitrine para tentar retornar a uma equipe grande.
O próprio Guilherme Bellintani, dono da SAF do Londrina, já afirmou que seu clube deseja ser um desses “intermediários” no mercado nacional, oferecendo espaço para atletas de diferentes clubes mostrarem valor; em troca, divide a porcentagem de uma futura venda com o clube formador do jogador.
Ao manter um percentual, o Esquadrão se protege: se o atleta explodir e for vendido por cifras astronômicas posteriormente, o lucro do Bahia nessa segunda transação pode, em alguns casos, superar o valor da venda original.
Este modelo já é amplamente utilizado por grandes clubes formadores do mundo e começou a ser aplicado com mais rigor no Bahia após a chegada do Grupo City.
A rede de monitoramento global ajuda a identificar quais clubes são os melhores destinos para que o atleta se valorize rapidamente, otimizando as chances de uma revenda lucrativa em curto ou médio prazo.
Além dos jovens jogadores que podem gerar lucro caso performem significativamente bem em outros clubes, o Tricolor também tem conseguido amarrar contratos de venda de jogadores mais velhos.
Para vender Vitor Hugo, de 34 anos, ao Atlético-MG, o Bahia inseriu uma série de cláusulas que caso o atleta atinja as metas resultará em bônus de até R$ 6 milhões.
O mesmo ocorre com Rezende, que, além de uma quantia fixa paga pelo Qingdao West Coast, da China, também possui metas alcançáveis que podem gerar o valor de até R$ 6 milhões no total.

Cauly no São Paulo (Foto: Divulgação)
Inicialmente emprestado, Cauly tem em seu contrato uma cláusula que obriga o São Paulo a adquirir 50% dos seus direitos por R$ 12,3 milhões caso atue por 25 jogos em 2026.
O clube são-paulino ainda pode ser obrigado a pagar mais 25% dos direitos econômicos no valor de mais 600 mil euros (R$ 3,6 milhões) caso ele atue em 40 jogos.
Dessa forma, o Esquadrão vai manter 25% dos direitos econômicos caso as metas sejam alcançadas pelo atleta.
Como destacado no tópico anterior, a negociação ainda pode contemplar mais 500 mil euros (R$ 3 milhões) em bônus a depender do desempenho do ex-camisa 8 na equipe são-paulina.









































