Esporte News Mundo
·10 de junho de 2026
ONU pede revisão de política de entrada nos EUA após polêmicas na Copa do Mundo

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·10 de junho de 2026

O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, cobrou nesta quarta-feira (10) uma revisão das políticas migratórias adotadas pelos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. A declaração foi feita em Genebra, na Suíça, após uma série de episódios envolvendo atletas, árbitros e integrantes de delegações que enfrentaram dificuldades para entrar no país, uma das sedes do torneio.

Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk (Foto: Anthony Headley/ACNUDH/ONU)
A manifestação ocorreu na véspera da abertura do Mundial e ampliou o debate sobre os impactos das regras de imigração norte-americanas na competição. Durante entrevista coletiva, Türk afirmou que espera uma reavaliação das medidas atualmente adotadas.
“Espero realmente que haja uma revisão profunda da forma como a aplicação das políticas migratórias afeta os direitos humanos e a dignidade humana e que, especialmente no contexto da Copa do Mundo, sejam repensadas as políticas que, infelizmente, parecem prevalecer atualmente, em particular nos Estados Unidos”, declarou o representante da ONU.
Um dos casos mais repercutidos envolve o árbitro somali Omar Artan. Escalado para atuar no torneio, ele foi barrado pela imigração ao desembarcar em Miami e acabou deportado. Segundo autoridades norte-americanas, a decisão foi tomada por questões de segurança nacional. Com isso, o árbitro foi retirado da lista de profissionais da Copa do Mundo.
Após o episódio, Artan lamentou a situação em entrevista ao jornal The New York Times e afirmou que “o maior sonho da minha vida” havia sido destruído.
Outros profissionais também enfrentaram dificuldades. O atacante iraquiano Aymen Hussein ficou retido por várias horas durante procedimentos de imigração antes de ser liberado. Já o fotógrafo oficial da seleção do Iraque, Talal Salah, teve a entrada negada e foi deportado. O atacante suíço Breel Embolo também enfrentou obstáculos para obter autorização de entrada, mas conseguiu a liberação após negociações diplomáticas.
A delegação do Irã foi outra afetada pelas restrições. Embora jogadores e membros da comissão técnica tenham recebido autorização para participar da competição, alguns dirigentes tiveram os vistos negados pelas autoridades dos Estados Unidos.

Torcedores do Irã em Tijuana, México, às vésperas do início da Copa do Mundo (Foto: Mario Tama/Getty Images)
Questionada sobre os casos, a Fifa afirmou que não interfere em decisões migratórias dos países anfitriões. Em nota enviada à agência AFP, a entidade declarou que “não intervém nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos”.
A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) e será disputada em Estados Unidos, México e Canadá, marcando a primeira edição da história com 48 seleções participantes







































