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·08 de março de 2026

Opinião: O que o Remo precisa fazer para evitar que 2026 vire um ano perdido

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A derrota na final do Campeonato Paraense precisa servir como ponto de reflexão para o Clube do Remo. Mais do que o resultado dentro de campo, o que preocupa é a sensação de desorganização que marcou a decisão contra o Paysandu. O clássico expôs problemas que vão além de uma noite ruim e que, se não forem corrigidos rapidamente, podem transformar 2026 em um ano muito abaixo das expectativas do torcedor azulino.

Um dos episódios mais simbólicos foi a troca de treinador entre um jogo e outro da final. É difícil encontrar lógica em uma decisão tão brusca, ainda mais em meio ao clássico mais importante do estado e com a segunda partida sendo disputada fora de casa. Um clube que entra em campo para disputar um título precisa transmitir estabilidade e convicção, algo que claramente faltou ao Remo nesse momento decisivo.


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Também é preciso olhar com mais cuidado para a política de contratações. Alguns nomes chegaram e mostram potencial para ajudar, como Vítor Bueno, Pikachu e Alef Manga, jogadores que têm qualidade técnica e podem ser importantes ao longo da temporada. O problema está na quantidade de contratações feitas sem um encaixe claro dentro de uma ideia de time.

Montar um elenco competitivo não significa apenas trazer muitos jogadores. É necessário planejamento, equilíbrio entre os setores e um modelo de jogo bem definido. Quando as peças chegam em grande volume e sem uma lógica evidente, o risco é formar um grupo que demora a se encontrar em campo, algo que ficou evidente ao longo do estadual.

A boa notícia para o torcedor azulino é que ainda há tempo para corrigir a rota. O calendário está apenas em março, e o Remo ainda pode reorganizar a casa, ajustar o elenco e dar identidade ao time. Se aprender com os erros do estadual, o clube tem condições de virar a página e mirar um bom desempenho no Campeonato Brasileiro, transformando um início turbulento em um ano competitivo.

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