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·26 de setembro de 2026
Oposição quer marido de Leila fora do Conselho; Entenda o pedido

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O grupo de conselheiros de oposição do Palmeiras pediu formalmente que José Roberto Lamacchia deixe o Conselho Deliberativo do clube. O pedido do Ocupa Palestra veio depois de a Almirante Participações, empresa comandada por Marcos Lamacchia, vencer o leilão da SAF do Vasco — e a razão alegada é conflito de interesse dentro de uma mesma família.
Marcos é filho de José Roberto Lamacchia, fundador do Crefisa, e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. José Roberto, além de conselheiro alviverde, é marido da presidente. O grupo sustenta que, com a compra concretizada, a permanência dele no Conselho fica incompatível com o estatuto.
Confirmado Atualizado 26 de setembro de 2026
O Ocupa Palestra divulgou nota pedindo o desligamento voluntário de José Roberto Lamacchia do Conselho Deliberativo, o fim de benefícios diretos ou indiretos a clubes rivais e reforço na proteção de dados e know-how do Palmeiras. O grupo cita o artigo 33, inciso XIII, do estatuto, que trata de proceder contra os interesses do clube. Não há decisão do Conselho nem manifestação do conselheiro até o momento.
O texto citado é o artigo 33, inciso XIII, do estatuto alviverde, que classifica como infração “proceder contra os interesses do clube”. Na leitura do grupo, ser financiador ou garantidor de um clube rival se enquadra nisso — e, por isso, a saída deveria partir do próprio conselheiro, sem necessidade de processo.
É indispensável separar os negócios privados de dirigentes dos cargos ocupados temporariamente na administração do Palmeiras
Ocupa Palestra, grupo de oposição no Conselho Deliberativo, em nota
Em paralelo, a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol, em conjunto com a CBF, apura possível conflito de interesse no negócio, justamente pelas relações familiares entre os Lamacchia e a presidência do Palmeiras. É uma frente independente do Conselho, com efeitos que passam pela regulação do futebol, não pelo estatuto do clube.
A tensão não começou agora. Em junho, conselheiros já estudavam denunciar o conselheiro por causa da aproximação com o Vasco, e em agosto o Flamengo mirou a empresa de Leila em medidas contra o clube carioca. O leilão fechou o ciclo e transformou a hipótese em fato consumado.
O assunto também atravessa a sucessão. A gestão de Leila Pereira se encerra no ano que vem, e o debate sobre quem comanda o clube no próximo mandato ganha um capítulo com peso jurídico, não apenas político.







































