AVANTE MEU TRICOLOR
·11 de setembro de 2026
Oposição vê atraso de salários do elenco como tática para diretoria aprovar acordo com Ticketmaster

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·11 de setembro de 2026

Corre à boca pequena entre conselheiros da oposição do São Paulo que a crise financeira que culminou no atraso de salários (incluindo os vencimentos de carteira, CLT) seriam uma artimanha proposital para forçar a aprovação do contrato com a Ticketmaster.
Durante toda a manhã desta sexta-feira (11), mensagens circularam entre conselheiros contra a gestão Harry Massis Júnior apontando que no mínimo é estranho o fato do clube descumprir o básico de um acordo com o elenco, ainda mais em meio à disputa fundamental pela classificação na Copa Sul-Americana (o clube precisa reverter uma desvantagem de um gol de diferença para o Boca Juniors nas quartas de final).
Para preservar as pessoas a pedido delas, o AVANTE MEU TRICOLOR não revelará o nome dos conselheiros. Alguns deles confirmaram à reportagem a veracidade das mensagens, trocadas através de um aplicativo de mensagens pelo celular.
“É no mínimo para se estranhar. O clube paga bicho aos jogadores em dinheiro no vestiário, o diretor diz que os shows rendem R$ 3 milhões limpos e entra grana até do Beraldo. Os funcionários estão recebendo em dia. É método”, disse um conselheiro da oposição.
A referência dos shows é por conta de uma declaração do diretor financeiro do São Paulo, Sérgio Pimenta, à CPI dos Grandes Devedores da Câmara Municipal na quinta-feira (10), revelando quanto os shows realizados no Morumbi representam de receita líquida para os cofres do clube.
Irritou ainda mais os integrantes do órgão o fato do gerente de futebol Rafinha ter dito aos líderes do elenco que a falta de dinheiro é reflexo “da disputa política no Conselho”. “Além de tudo, jogaram nas nossas costas, esperando que a informação vazasse. É tudo parte do plano para nos pressionar a aceitar a Ticketmaster”, relatou outro.
A acusação da gestão Massis é que a oposição, mais precisamente o presidente do Conselho, Olten Ayres de Abreu, trava a votação do contrato com a Ticketmaster, que assumiria a gestão da venda de ingressos e do Sócio-Torcedor, em acordo aprovado pelo Conselho de Administração desde 19 de agosto.
A proposta em disputa não é pequena: prevê a antecipação de R$ 110 milhões ao São Paulo em até 45 dias após a assinatura, na forma de um empréstimo a ser quitado em cinco anos, com juros de CDI mais 1,99%. É esse dinheiro — represado por uma queda de braço institucional que já dura semanas — que a diretoria aponta como a peça que falta para destravar o pagamento das dívidas com o elenco.
Atualmente, o São Paulo deve três meses de direitos de imagem – referente a junho, julho e agosto – e, agora, um mês de salários em carteira, que deveria ter sido pago no último dia 8 de setembro.
O São Paulo também não vem honrando o acordo feito em fevereiro deste ano, já pela gestão de Harry Massis, de parcelamento dos direitos de imagem em atraso referentes a 2025. O clube dividiu o montante em dez parcelas, mas pagou somente cinco.
O dinheiro, porém, depende da conclusão dos procedimentos internos e da aprovação dos órgãos competentes do clube. A NewC Sport também apresentou uma proposta alternativa ao São Paulo, mas questionou o processo de escolha da empresa responsável pela bilheteria.
A crise de fluxo de caixa atinge o elenco em diferentes frentes financeiras:
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