AVANTE MEU TRICOLOR
·26 de agosto de 2026
Organizadas do São Paulo têm racha em manifesto contra reforma estatutária e protesto contra conselheiros

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·26 de agosto de 2026

Um dia depois de divulgarem um comunicado em conjunto se posicionando sobre a reunião ocorrida com elenco, comissão técnica e o gerente de futebol Rafinha no CT da Barra Funda, prometendo baterias unificadas para os próximos jogos em casa, as principais torcidas organizadas do São Paulo racharam em um novo movimento de mobilização para ações visando mostrar a indignação com a situação atual do clube, sem vencer há dez partidas no Campeonato Brasileiro.
A Dragões da Real decidiu não assinar um manifesto divulgado na noite de terça-feira (25) por Independente e Falange Tricolor, onde as duas agremiações se colocaram contra a reforma estatutária que começará a ser votada nesta quarta-feira (26) pelo Conselho Deliberativo, além de agendar uma manifestação contra integrantes do órgão para a interna do clube social no próximo sábado (29), às 13h (de Brasília).
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR apurou, a decisão da Dragões de não aderir à nota de repúdio contra a reforma estatutária e o protesto contra os conselheiros pode sim colocar em risco o movimento de unificação das baterias, que busca ampliar o impacto do apoio vindo das arquibancadas.
Lideranças da Independente ouvidas pela reportagem até a publicação desta reportagem não quiseram revelar os motivos alegados pela Dragões de não adesão à nota divulgada. Apontam apenas que houve divergências de opiniões sobre a realização de protestos no clube em um dia onde haverá jogo (a recepção ao ônibus da delegação está agendada para as 17h, para o duelo contra o Bragantino, pelo Brasileirão).
Não seria, portanto, uma opinião contrária ao protesto, mas sim ao dia de sua realização. Afinal a nota divulgada na segunda-feira (24), com a Dragões, ja mencionava protestos e cobranças a dirigentes e conselheiros do Tricolor.
A Dragões ou seu presidente, André Azevedo, não se posicionaram até a publicação deste texto. No manifesto desta terça, Independente e Falange mantiveram a unificação das baterias conforme o previsto.
Independente e Falange, em conjunto com grupos de sócios-torcedores e torcedores comuns, publicaram um manifesto conjunto em tom de forte cobrança direcionado ao Conselho Deliberativo.
O texto acusa os grupos políticos do Morumbi de focarem em pautas estatutárias e perpetuação no poder em meio ao risco de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
A nota cita nominalmente diversos grupos políticos que compõem o órgão colegiado do clube — como Participação, Legião, Vanguarda, Sempre Tricolor, Salve o Tricolor Paulista, Força São Paulo, Somos SPFC, Legenda, Novo São Paulo, Super e Sou SPFC — e exige o fim do que classificam como “barganhas, benesses e nomeações vitalícias”.
O manifesto fixa quatro “pontos inegociáveis” cobrados diretamente ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, e aos 260 conselheiros do clube:
Rejeição à reforma estatutária: Veto completo a mudanças no estatuto que permitam a perpetuação dos atuais grupos no comando do clube.
Fim dos conselheiros vitalícios: Interrupção imediata da nomeação de novos membros vitalícios para ocupar vagas abertas por vacância, sob a alegação de falta de contribuição real ao futebol do clube.
Democratização dos votos: Ampliação do direito de voto nas eleições presidenciais para associados do clube e Sócios Torcedores adimplentes há pelo menos dois anos (com plano equivalente à mensalidade social).
Punições por corrupção: Expulsão sumária de conselheiros e dirigentes envolvidos em denúncias e irregularidades.
O protesto questiona abertamente por que a proposta de reforma estatutária em trâmite não incluiu a votação direta para a presidência por parte dos sócios do clube e sócios-torcedores.
As organizadas apontam que a priorização de debates políticos internos é incompatível com o momento do futebol são-paulino dentro de campo, citando a proximidade da equipe com a zona de rebaixamento para a Série B.
Em postagem nas redes sociais, Henrique Gomes, o Baby, líder da Independente, justificou a decisão de ser contra a reforma estatutária, fato que motivou críticas de torcedores comuns nas redes sociais.
“A verdadeira reforma estatutária é pagar os salários atrasados dos atletas e salvar o time da Série B. Colocaram 54 propostas de mudança e as duas principais esqueceram: sócio do clube e sócio-torcedor com votos, direito para eleger o presidente. A política do mais do mesmo”, escreveu.
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