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Os 5 erros que fizeram o Flamengo perder a Libertadores

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Rubro-Negro apresentou muitos erros, seja antes, durante ou depois da finalíssima, mas resolvemos listar apenas alguns dos equívocos


O Flamengo está em clima de final de festa neste restante de temporada. Isso porque, o Rubro-Negro foi eliminado da Copa do Brasil, tem remotíssimas chances de ganhar o Campeonato Brasileiro e perdeu a decisão da Libertadores da América para o Palmeiras. Por isso, entre os muitos equívocos, o Coluna do Fla resolveu listar cinco erros que fizeram o time carioca ser superado na competição continental.

1 – Má preparação física O Flamengo sofreu ao longo da atual temporada com a preparação física dos jogadores. Não à toa, inúmeras lesões foram sofridas no decorrer deste ano, que fizeram, inclusive, alguns atletas chegarem sem estar 100% na finalíssima, como é o caso de Filipe Luís – que foi substituído no primeiro tempo do jogo -, Bruno Henrique e Arrascaeta.

Além disso, os profissionais da área foram bastante contestados ao longo deste ano. Inclusive, este assunto gerou bastante polêmica na atual temporada, pois alguns nomes foram contratados para o setor sem sequer ter experiência no meio do futebol. Isso, portanto, pode ter acarretado em um mau planejamento de treinos, gerando, assim, as seguidas lesões e fazendo com que o plantel chegasse abaixo do ideal na final da Libertadores.

2 – Pouco recurso tático Não é segredo para ninguém o fato de Renato Gaúcho ser muito mais um agregador de elenco do que um grande estudioso de futebol. Ficou ainda mais evidenciado isso no duelo tático com Abel Ferreira, treinador do Palmeiras. Portaluppi não conseguiu variar o sistema de jogo, fazendo com que o time atuasse em baixa intensidade e tendo pouca variação de jogadas.



Além disso, o time apresentou poucas ideias táticas para furar a retranca montada por Abel Ferreira. Os jogadores, muitas das vezes, tiveram que apelar para a individualidade, buscando recursos próprios, como dribles, lançamentos, na tentativa de chegar à meta de Weverton, goleiro alviverde.

3 – Falta de concentração Se os jogadores do Palmeiras pareciam focados em cada ação, o Flamengo demonstrava lentidão e baixíssima intensidade – que pode ser justificada pela má preparação física. O Rubro-Negro atuava em câmera lenta, até mesmo, em passes laterais – fáceis de tocar -, fazendo com que a partida perdesse velocidade, mesmo o Fla precisando correr atrás do resultado.

A prova da baixa concentração do Flamengo na final da Libertadores foi o gol sofrido aos seis minutos de partida. Gustavo Gómez lançou para Mayke, que ficou livre para carregar a bola, até achar Raphael Veiga, que colocou a redonda para dentro das redes de Diego Alves. Este tento comprova como o Rubro-Negro entrou no confronto em rotação abaixo do ideal.

4 – Demora nas substituições Durante sua passagem pelo Flamengo, Renato Gaúcho foi muito criticado também pelas substituições feitas. Na final da Libertadores não foi diferente. Aos 30 do primeiro tempo, o treinador realizou a primeira troca, mas por conta de lesão: Filipe Luís pede para sair e dá lugar a Renê. A segunda, no entanto, acontece somente aos 17 da segunda etapa, quando Everton Ribeiro é substituído por Michael, com o placar apontando 1 a 0 para o Palmeiras.

A terceira substituição também acontece por questões físicas: Maurício Isla apresenta desgaste e pede para sair, dando lugar a Matheuzinho, aos 32 da segunda etapa. Depois disso, Renato Gaúcho mexe no time novamente após o término do segundo tempo, antes de iniciar a prorrogação, quando Kenedy entra e sai Bruno Henrique.

Já com o placar mostrando 2 a 1 para o Palmeiras, Portaluppi decide fazer as duas últimas substituições permitidas, aos 05 minutos da segunda etapa da prorrogação – restando tão somente dez para o término do confronto -, quando tira Arrascaeta e Andreas Pereira para colocar Vitinho e Pedro. Ou seja, durante os dois tempos regulamentares, o treinador mexeu duas vezes por questões físicas e apenas uma visando mudar algo taticamente. E, na prorrogação, opta por fazer duas trocas pouco antes do término da decisão.

5 – O erro fatal Somando um pouco dos quatro equívocos anteriores, sobretudo a falta de foco e a má preparação física, Andreas Pereira errou feio e entregou a bola para Deyverson, que saiu cara a cara com Diego Alves e marcou o gol da vitória palmeirense. Embora tenha feito um bom jogo nos dois tempos regulamentares, Andreas havia dado indícios de que estava desgastado fisicamente, já no segundo tempo da partida.

Já fisicamente abaixo durante o final da segunda etapa regulamentar e com dificuldade de concentração, Andreas não conseguiu dominar a bola. O erro fatal terminou no meio-campista. Entretanto, até mesmo internamente, o Flamengo sabe que há muitos problemas para resolver. Não à toa, Renato Gaúcho não ficará para 2022 e, inclusive, pode ser demitido ainda nesta semana. Os departamentos de futebol e médico também devem sofrer reformulações, caso Rodolfo Landim seja reeleito no sábado (04), quando haverá eleição presidencial na Gávea.

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