Os bastidores da saída de Borré, as outras saídas que podem acontecer e Pezzolano na seleção uruguaia | OneFootball

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JB Filho Repórter

·28 de junho de 2026

Os bastidores da saída de Borré, as outras saídas que podem acontecer e Pezzolano na seleção uruguaia

Imagem do artigo:Os bastidores da saída de Borré, as outras saídas que podem acontecer e Pezzolano na seleção uruguaia
  • A saída de Rafael Borré para o River Plate está cada vez mais próxima de ser confirmada e representa um movimento importante dentro da reformulação que o Internacional tenta promover nos bastidores. O atacante colombiano, contratado com grande expectativa em 2024, deve deixar o Beira-Rio após pouco mais de dois anos, em uma negociação que ajuda o clube a aliviar a folha salarial e reorganizar suas finanças para a sequência da temporada.
  • Segundo informações apuradas nos bastidores, a negociação foi conduzida diretamente por Eduardo Coudet, que trabalhou para convencer o jogador a retornar ao River Plate. Curiosamente, quando Borré chegou ao Inter, Coudet tinha preferência pela contratação de Lucas Alario, mas ao longo do trabalho passou a valorizar muito as características do colombiano e agora faz questão de contar novamente com ele.
  • O Inter havia desembolsado cerca de 6 milhões de euros fixos pela contratação do atacante, valor que poderia chegar a 7 milhões através de metas. Agora, a venda deve render aproximadamente 2,5 milhões de dólares fixos, com possibilidade de alcançar 3,5 milhões em bonificações. Embora o valor esteja distante do investimento realizado, o clube entende que a operação faz sentido pelo contexto financeiro atual.
  • Além da compensação financeira, a saída de Borré representa a eliminação de um dos contratos mais pesados do elenco. O atacante possuía vencimentos que, somando salários, luvas e demais compromissos previstos em contrato, chegavam perto de R$ 1,8 milhão por mês. Nos bastidores, a informação é de que o jogador também abrirá mão de parte dos valores pendentes para facilitar o acordo.
  • O desgaste financeiro entre as partes já vinha se acumulando há algum tempo. Antes da paralisação do calendário, houve conversas para uma possível renegociação contratual. Borré chegou a demonstrar disposição para dialogar diante das dificuldades enfrentadas pelo clube, mas não aceitou as condições apresentadas pela direção, que buscava uma redução significativa dos custos envolvidos no contrato. A partir daí, a saída passou a ser tratada como o caminho mais provável.
  • A grande dúvida agora é quem chegará para ocupar o espaço deixado pelo colombiano. Internamente, o Inter trabalha com a possibilidade de buscar um novo atacante, mas os nomes seguem mantidos em sigilo. Um jogador frequentemente lembrado pelo mercado é Pedro Raul, porém pessoas ligadas ao departamento de futebol indicam que o executivo Fabinho Soldado nunca foi um grande entusiasta do centroavante desde os tempos de Corinthians, o que torna a negociação improvável neste momento.
  • A reformulação, porém, não deve parar em Borré. O goleiro Sergio Rochet também vive uma situação indefinida. Antes da pausa para a Copa do Mundo, a tendência era de permanência, mas o cenário mudou nas últimas semanas. O alto salário e o contrato válido apenas até o final do ano aumentaram as dúvidas sobre a continuidade do uruguaio no Beira-Rio.
  • Outro jogador que dificilmente permanecerá é Thiago Maia. O Inter apresentou uma proposta para estender o vínculo do volante, mas não houve acordo entre as partes. A expectativa interna é de que o jogador deixe o clube nos próximos meses.
  • Já Johan Carbonero segue despertando interesse do mercado internacional. O Krasnodar, da Rússia, realizou consultas pelo atleta, mas o Inter fixou o valor em 10 milhões de euros para abrir negociação. Pessoas próximas ao jogador relatam que ele vê com bons olhos uma transferência neste momento da carreira, embora o preço estabelecido pelo clube seja considerado um obstáculo para o avanço das conversas.
  • Todas essas movimentações têm relação direta com a necessidade de reduzir os custos do futebol. Nos bastidores, a avaliação é de que a folha salarial do Inter é significativamente maior do que os números normalmente divulgados. Enquanto o clube costuma trabalhar com valores próximos de R$ 13 milhões líquidos, pessoas envolvidas no mercado apontam que o custo real ultrapassa R$ 18 milhões mensais quando são considerados encargos e impostos. Somando comissão técnica, executivos e demais profissionais do departamento de futebol, esse valor poderia se aproximar dos R$ 21 milhões.
  • Além das mudanças no elenco, existe também uma preocupação relacionada ao futuro do técnico Paulo Pezzolano. O comandante colorado aparece entre os nomes mais cotados para assumir a seleção uruguaia caso ocorra uma troca no comando após a saída de Marcelo Bielsa. Apesar disso, as eleições previstas para a associação uruguaia de futebol podem adiar qualquer definição e acabar favorecendo o Inter.
  • Internamente, a leitura é de que Pezzolano se tornou uma peça central no projeto esportivo do clube. Por isso, enquanto busca aliviar a folha salarial e remodelar o elenco, a direção também acompanha com atenção os movimentos envolvendo o treinador, considerado um dos pilares da reconstrução colorada para o restante da temporada.
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