Revista Colorada
·22 de janeiro de 2026
Os bastidores do acordo milionário feito pelo Inter nesta semana

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O Internacional apresentou oficialmente, na tarde desta quinta-feira, no estádio Beira-Rio, o volante argentino Rodrigo Villagra, novo dono da camisa 5 do clube. O número carrega um peso histórico no Inter, eternizado por Falcão, e foi assumido pelo jogador como símbolo de responsabilidade e protagonismo. Durante a entrevista coletiva, Villagra falou abertamente sobre suas características em campo, deixando claro qual será sua função dentro da ideia de jogo do técnico Paulo Pezzolano.
Segundo o argentino, sua principal virtude está no equilíbrio entre marcação, intensidade e presença ofensiva. “Minhas características são um jogo defensivo, também gosto de ir para a frente. Sou agressivo, tento ser muito agressivo, gosto de ter chegada. Me sinto muito mais cômodo jogando de cinco”, afirmou. A declaração reforça a leitura interna do Inter de que Villagra chega para ocupar uma lacuna importante no meio-campo, atuando como primeiro volante, protegendo a defesa e dando sustentação ao sistema.
A contratação, no entanto, vai além do aspecto técnico e expõe também o momento financeiro do clube. Para contar com Villagra, o Inter se comprometeu a pagar 400 mil euros ao CSKA Moscou pelo empréstimo de uma temporada, valor que gira em torno de R$ 2,5 milhões. O contrato prevê ainda uma cláusula de obrigação de compra caso o volante atinja 60% das partidas disputadas em 2026. Se essa meta for alcançada, o clube gaúcho terá de desembolsar mais 4,6 milhões de euros, cerca de R$ 28,7 milhões, para adquirir o jogador em definitivo.
Mesmo em caso de compra, o CSKA manterá 10% dos direitos econômicos do atleta, o que evidencia o tamanho do investimento e a expectativa de valorização futura. Internamente, o Inter vê Villagra como um jogador capaz de entregar retorno esportivo imediato, justificando o risco financeiro do acordo, especialmente em uma temporada marcada por orçamento enxuto e negociações cautelosas.
A diretoria acredita que o perfil do argentino se encaixa perfeitamente no modelo de Pezzolano, que exige intensidade, pressão constante e participação ativa dos volantes na construção das jogadas. Além disso, Villagra chega com bagagem competitiva, acostumado a jogos de alta tensão, o que pesa na avaliação para possíveis decisões rápidas, como uma estreia já no Gre-Nal.
Ao assumir a camisa 5, Villagra não apenas herda um número histórico, mas também a responsabilidade de ser referência em um setor decisivo do campo. O discurso firme, aliado ao investimento previsto no contrato, mostra que o Inter aposta alto no argentino para dar equilíbrio, agressividade e identidade ao time ao longo da temporada.







































