Portal dos Dragões
·18 de setembro de 2026
Pablo Rosario lança o FC Porto x Benfica: “Jogar no Dragão dá uma força extra à equipa”

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Pablo Rosario prepara-se para o terceiro Clássico pelo FC Porto, diante do Benfica, este domingo, com o Estádio do Dragão no centro da antevisão. O médio dominicano falou da dimensão do duelo, da necessidade de manter a identidade da equipa e da importância de um apoio que considera determinante. No olhar sobre a casa portista, deixou uma certeza e garantiu: “Jogar no Dragão dá uma força extra à equipa.”
Na segunda temporada ao serviço do FC Porto, Pablo Rosario chega a mais um encontro com o Benfica depois de uma campanha de adaptação ao clube e às exigências de Francesco Farioli. A mensagem que atravessa as suas palavras é clara: perante um jogo grande, a resposta passa por não abdicar do trabalho e da ideia que a equipa vem construindo.
Questionado sobre o peso particular de um Clássico e sobre o fator casa, o médio recusou tratar o encontro como uma exceção à regra. Reconheceu a dimensão do adversário e o impulso das bancadas, mas apontou a fidelidade à própria identidade como o caminho a seguir.
“Não diria que é especificamente diferente, mas sabemos, naturalmente, que é um jogo grande. Jogamos em casa, por isso o apoio dos nossos adeptos vai ser incrível, como sempre.”, afirmou. “Jogar no Dragão dá uma força extra à equipa e a todos os envolvidos. Podemos dizer que é um jogo diferente, mas não vamos fazer nada de distinto. Aquilo que funciona connosco é sermos fiéis a nós próprios, e é isso que vamos fazer novamente”
Rosario voltou também aos duelos da temporada passada entre FC Porto e Benfica, encontros em que viu a equipa presente e competitiva, apesar de o desfecho não ter correspondido ao desejado. A recordação serve-lhe menos como lamento do que como referência para o que entende dever ser repetido.
“Acho que foram dois jogos em que estivemos muito bem e nos quais estivemos realmente dentro da partida. Claro que o resultado não foi o que queríamos, mas são grandes jogos e estamos muito entusiasmados por voltar a disputá-los.”, analisou. “(…) Como disse, temos de ser fiéis a nós próprios, fazer aquilo que sabemos que temos de fazer e continuar o trabalho que sempre desenvolvemos. Acho que essa é a chave para este jogo”
O ambiente do Dragão regressou ao discurso do médio como uma força que se sente antes e durante o jogo. Mais do que um cenário de fundo, Rosario descreve o apoio dos adeptos como um elemento capaz de elevar a equipa.
“Um ambiente fantástico, como sempre. Quem assistiu aos jogos que disputámos até agora no estádio percebe o ambiente que ali se vive.”, descreveu. “Sentir e ver o apoio dos nossos adeptos dá-nos uma força extra”
Entre a exigência de um Clássico e a energia das bancadas, a ideia mantém-se coerente: o FC Porto deve procurar aquilo que o torna reconhecível. É nessa continuidade que Rosario identifica a chave para enfrentar o Benfica.
A chegada ao FC Porto, no início da temporada passada, trouxe-lhe um novo clube e um novo sistema, mas também uma vantagem importante: o conhecimento prévio das ideias de Francesco Farioli. O médio destacou a atenção aos detalhes da equipa técnica e a clareza com que os jogadores entram em campo.
“Nem sempre é fácil para um jogador chegar a um novo clube e adaptar-se a um novo sistema de jogo. Tive a sorte de já conhecer a forma como ele gosta de jogar e aquilo que exige dos jogadores, o que me ajudou a adaptar muito mais rapidamente do que seria normal.”, explicou. “(…) O Farioli e a sua equipa técnica estão sempre à procura de melhorar, tanto a si próprios como à equipa, e dão uma enorme importância aos detalhes. Isso faz com que nós, individual e coletivamente, estejamos extremamente atentos às pequenas coisas. Entramos em campo com a ideia clara do que queremos fazer e mantemos o foco na execução. É muito gratificante ver que, quando o jogo começa, as coisas trabalhadas acontecem e funcionam”
Nas palavras de Rosario, o trabalho quotidiano ganha valor quando se torna visível dentro das quatro linhas. A adaptação individual surge, assim, ligada a uma exigência coletiva que procura transformar preparação em execução.
Por fim, o internacional dominicano abordou o regresso do FC Porto à Champions League, sublinhando o peso histórico do clube na competição. O entusiasmo pela presença europeia foi expresso sem reservas.
“Acho que os números falam por si. Estamos entre os cinco clubes com mais participações na competição, por isso é um facto. Estamos muito felizes por voltar a disputar a Liga dos Campeões”
O regresso à prova surge, na perspetiva do médio, como uma confirmação da ligação histórica do FC Porto à elite europeia. Entre o Dragão e a Champions League, Rosario aponta para desafios em que a ambição pede resposta dentro de campo.















