Portal do Palestra
·23 de setembro de 2026
Palmeiras aposta em quatro estrangeiros na base; Entenda o risco

In partnership with
Yahoo sportsPortal do Palestra
·23 de setembro de 2026

A CBF aprovou nesta segunda-feira, em reunião com os quarenta clubes das Séries A e B, o corte gradual de estrangeiros nas súmulas do futebol brasileiro: dos nove atuais para oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e cinco em 2030. A medida vale para o time profissional. O Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Rio de Janeiro quer que ela vá mais longe.
A entidade defende que a proibição alcance também as categorias de base e as Séries C e D. Não foi aprovado nada nesse sentido, e a CBF não colocou a base na conta. Mas, se um dia colocar, o alvo tem endereço conhecido: o Palmeiras vem montando na Academia de Futebol uma prateleira de garotos trazidos de fora, hoje com quatro nomes.
Todos têm 18 anos, e três vieram do continente africano. O quarto chegou de Portugal, depois de passar pela Inglaterra. É uma captação recente, montada para formar dentro de casa em vez de comprar pronto lá fora.
A regra aprovada mexe no número de estrangeiros que cada clube pode relacionar por jogo, e só. A justificativa da confederação é abrir espaço para brasileiros: um levantamento apresentado na reunião mostra que atletas brasileiros Sub-23 responderam por 28,3% dos minutos da Série A em 2020 e por 11,5% em 2026.
Para o Palmeiras, o aperto começa antes do que parece. São oito estrangeiros no elenco profissional hoje, e cinco deles têm contrato que atravessa 2030, quando o teto cai para cinco por jogo.
A base não está proibida
A restrição aprovada pela CBF vale para a súmula do time profissional. Estrangeiro nas categorias de base continua liberado, e o que existe até aqui é a posição de um sindicato estadual, sem tramitação conhecida na confederação.
Porque o projeto depende do tempo. A ideia de trazer um jogador aos 17 ou 18 anos é formá-lo por dois ou três anos antes de subir, e uma proibição na base tiraria o clube do jogo justamente na etapa em que ele investe. Comprar o mesmo atleta já pronto, anos depois, custa outra coisa — e ainda ocuparia uma das vagas de estrangeiro que vão encolher.
Há também o outro lado da conta, o que o sindicato levanta. Cada vaga ocupada por um estrangeiro de 18 anos na base alviverde é uma vaga a menos para um garoto brasileiro no clube que construiu a marca das Crias da Academia. É essa contradição que a proposta tenta explorar.















