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·28 de maio de 2026

Palmeiras atinge R$ 1,6 bilhão em receitas, mas dívida também cresce

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O Palmeiras encerrou 2025 com números expressivos fora de campo. De acordo com relatório anual da Galápagos Capital, o clube alcançou R$ 1,605 bilhão em receitas totais na temporada, alta de 37% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, a dívida líquida também avançou e chegou a R$ 1,029 bilhão, aumento de 25%.

A receita recorrente do Verdão foi de R$ 952 milhões, valor 46% superior ao registrado em 2024. O desempenho foi impulsionado principalmente por duas frentes: negociações de atletas e direitos de transmissão. No mesmo período, a remuneração de funcionários, incluindo jogadores, teve crescimento de 51%.


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O principal ponto de atenção apontado pelo levantamento está no operacional. O EBITDA recorrente, indicador usado para medir a capacidade de geração de caixa operacional, ficou 41% abaixo do valor registrado em 2024. Já a dívida operacional subiu de R$ 728 milhões para R$ 1,061 bilhão.

Mesmo com o alerta, o relatório também trouxe avaliações positivas sobre o Palmeiras. O clube apresentou EBITDA positivo na visão total, manteve a alavancagem abaixo dos níveis máximos e teve demonstrações financeiras sem ressalvas. Segundo a publicação, o Alviverde recebeu boa avaliação em receitas, dívidas e transparência, enquanto o ponto negativo ficou concentrado no desempenho operacional.

Entre as fontes de receita, os direitos de transmissão tiveram salto importante. O valor passou de R$ 254 milhões em 2024 para R$ 499 milhões em 2025. O crescimento foi atribuído à renegociação do contrato com a Libra e à participação do Palmeiras no Mundial de Clubes.

A maior fatia, porém, veio da venda de jogadores. O clube arrecadou R$ 653 milhões com negociações de atletas, número 24,1% acima dos R$ 526 milhões obtidos em 2024. Entre os principais movimentos citados estão as saídas de Vitor Reis para o Manchester City, Estêvão para o Chelsea e Richard Ríos para o Benfica.

No caso de Estêvão, a negociação total foi apontada em 61,5 milhões de euros, mas parte do valor entrou em 2024 e uma parcela de 30% ficou com o jogador. No balanço de 2025, constaram R$ 153 milhões referentes à venda do atacante. Já Vitor Reis rendeu cerca de R$ 215 milhões, enquanto Richard Ríos saiu por aproximadamente R$ 140 milhões.

Em relação às dívidas de curto prazo, o aumento foi mais moderado. O valor passou de R$ 565 milhões para R$ 623 milhões. Nos investimentos, houve alta de 15%, com os aportes em formação de elenco subindo de R$ 665 milhões para R$ 737 milhões entre 2024 e 2025.

Assim, o Palmeiras aparece no relatório como um dos clubes de maior capacidade financeira do país, com receitas robustas e forte geração por transferências. Ao mesmo tempo, os dados indicam que o controle das dívidas operacionais será um ponto relevante para a gestão alviverde nos próximos períodos.

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