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·07 de março de 2026
Palmeiras carrega tabu mais antigo que o Novorizontino na busca pelo Paulistão

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O Palmeiras construiu uma vantagem mínima na ida da final do Paulistão contra o Novorizontino e busca seu 29ª título do torneio. Enquanto o Palestra pode se sagrar campeão com um empate, o rival aurinegro precisa de um resultado positivo para seguir sonhando. Caso seja campeão, o Tigre quebraria um tabu mais antigo que si próprio.
Para erguer a taça, o Novorizontino precisa repetir o feito da Inter de Limeira em 1986, que superou o Alviverde na decisão e se tornou a única equipe do interior a vencer o Palestra na decisão estadual. Se a vitória for alviverde na volta, o Palestra quebraria a invencibilidade do Tigre dentro de casa no Paulistão de 2026 e superaria o algoz da maior derrota da Era Abel Ferreira.
A temporada de 2026 é histórica para o Grêmio Novorizontino. Fundado em 2010, o clube herdou o espaço deixado pelo antigo Grêmio Esportivo Novorizontino, com as cores, o estádio e a memória no pacote. É a primeira disputa de título do Paulistão do "novo" clube, e a segunda se considerar a Final Caipira de 1990, vencida pelo Bragantino.
Essa é a primeira vez que o Tigre do Vale chega em uma decisão estadual, mas terá de superar um tabu de 40 anos se quiser ficar com a taça. Isso porque o último clube do interior a bater o Palmeiras em uma decisão foi a Inter de Limeira em 1986.
Desde então, o Palestra disputou 13 finais do Paulistão, saindo com o título em seis delas e ficando com o vice nas outras sete, sendo 11 dessas contra os outros três grandes do estado. Foram dois triunfos contra o Corinthians, um contra o São Paulo, um contra a Ponte Preta e outro contra o Água Santa. Por outro lado, foram quatro derrotas contra o Timão, duas contra o Tricolor e uma contra o Peixe.
Fora os clubes da capital e o Santos, o Palestra enfrentou paulistas em decisões quatro vezes em sua história. As duas vitórias foram em 2008, quando superou a Ponte Preta, e em 2023, quando foi campeão em cima do EC Água Santa, enquanto as derrotas ficam para 1978, quando perdeu o Brasileirão para o Guarani, e para 1986, quando foi vice do Paulistão para a Inter.
O histórico é outro aliado alviverde na decisão estadual no próximo domingo (8). Foram 12 jogos entre as equipes na história, com oito vitórias palmeirenses, duas aurinegras e dois empates. Os dois triunfos do Tigre, inclusive, foram duas das únicas três derrotas de Abel no Palmeiras nos últimos 59 jogos pela primeira fase do Paulistão.
Quem está mais perto de conquistar o Paulistão é o Palestra. Muito pela vantagem construída na partida de ida, após superar o rival por 1 a 0 na Arena Barueri na última quarta-feira (4), mas também pela força de seu elenco. Mas a partida de volta no Jorge Ismael de Biasi, o Jorjão, passará longe de ser fácil.
O Palmeiras enfrentará um adversário que está invicto dentro de casa na temporada. O Novorizontino entrou em campo sete vezes em casa em 2026 e saiu vitorioso em todas as ocasiões, contra Guarani, Palmeiras, Botafogo de Ribeirão Preto, São Bernardo, Santos, Nacional do Amazonas e Corinthians.
O Tigre do Vale não sabe o que é perder diante de sua torcida desde o dia 14 de agosto de 2025, quando foi superado pelo Coritiba na 22ª rodada da Série B, por 2 a 1. Desde então, são 14 partidas, com dez vitórias e quatro empates, somando as de 2026.
O Novorizontino também se tornou o algoz da maior derrota da Era Abel Ferreira. Na quarta rodada da atual edição do Paulistão, os comandados de Enderson Moreira aplicaram um sonoro 4 a 0 contra o Palestra, placar que superou o revés contra a LDU na ida da semifinal da Libertadores de 2025.
Esse resultado, inclusive, se tornou a maior derrota alviverde nos últimos 11 anos. A última vez que o clube do Allianz Parque havia saído derrotado por quatro gols de diferença foi no Brasileirão de 2015, um 5 a 1 contra a Chapecoense. Pelo lado aurinegro, o resultado também tem história: foi a maior vitória do clube no Paulistão, junto de outros dois triunfos por 4 a 0 (contra Ituano em 2021 e Água Santa em 2016).
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