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·21 de agosto de 2026
Palmeiras crava permanência de Allan, mas o precedente do City assusta

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O Palmeiras repete há semanas a mesma frase sobre Allan: ele não sai nesta janela. A posição é pública, é da presidente Leila Pereira e vale para todos os titulares. O problema é que, desta vez, quem bateu na porta foi o Manchester City — e o clube alviverde já sabe, por experiência recente, o que acontece quando os ingleses decidem que querem alguém de verdade.
Até agora não existe proposta formal. Há contato em estágio inicial, feito depois que o City encaminhou a venda de Savinho ao Tottenham e abriu uma vaga no ataque. A multa rescisória do meia-atacante de 22 anos para o exterior está fixada em 100 milhões de euros, e a diretoria só considera abrir conversa diante de uma oferta muito acima do padrão do mercado brasileiro.
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O Manchester City demonstrou interesse e fez contatos iniciais, mas não apresentou proposta oficial ao Palmeiras. O clube brasileiro mantém a posição de não negociar titulares nesta janela. Nada foi acertado entre as partes.
O roteiro é conhecido. No começo de 2025, o Palmeiras também dizia que não venderia Vitor Reis. O zagueiro tinha 19 anos, 22 jogos como profissional e um lugar reservado ao lado de Gustavo Gómez na zaga titular. O City chegou com 35 milhões de euros à vista, o clube considerou a proposta irrecusável e o garoto virou a maior venda de um zagueiro na história do futebol brasileiro.
É esse precedente que incomoda internamente. Não porque a diretoria tenha mudado de ideia, mas porque o clube inglês tem uma característica rara no mercado atual: paga o que quer, quando quer, e costuma pagar à vista. Contra Napoli e Aston Villa, dizer não custou pouco. O Villa chegou a sinalizar cerca de 30 milhões de euros, sendo 25 fixos e cinco em bônus, e o Palmeiras recusou até abrir conversas. Diante de um número muito superior, a conta muda de natureza.
Allan disputou 41 dos 46 jogos do Palmeiras na temporada, sendo titular em 35, com seis gols e cinco assistências. No novo desenho de Abel Ferreira, com três zagueiros, ele virou ala pela direita e passou a ser o principal recurso do time para quebrar linha em espaço curto. É o líder de dribles certos do Brasileirão, com 33 em 20 jogos, à frente de Andrés Gómez, do Vasco, e de Henry Mosquera, do Bragantino.
Khellven e Felipe Anderson já ocuparam a função em alguns jogos, mas nenhum dos dois entrega o mesmo no um contra um. Com o time vivo nas três competições que restam no ano, tirar essa peça em agosto significa enfraquecer justamente o setor que decide partida de mata-mata.
Dois fatores trabalham contra a permanência. O primeiro é o próprio jogador: o estafe de Allan enxerga a investida do City como oportunidade que pode não se repetir, e essa vontade tende a pesar caso a conversa avance. O segundo é o caixa. O Palmeiras fechou o primeiro semestre com déficit contábil de R$ 124 milhões, muito acima da projeção, principalmente porque a receita com transferências ficou bem abaixo do previsto no orçamento.
Uma negociação de peso resolveria de uma vez o buraco do balanço e ainda colocaria o clube perto da meta anual de vendas. É exatamente o tipo de argumento que, no ano passado, transformou um “não vendo” em mais uma linha na lista das maiores vendas do clube.
A janela inglesa se encerra em 31 de agosto. A brasileira, que o Palmeiras precisaria usar para repor o atacante, segue até 11 de setembro — ou seja, sobra pouco mais de uma semana de folga entre uma e outra. Se o City resolver formalizar algo, será em cima da hora, com o Palmeiras já em preparação para as quartas de final da Libertadores. Até que isso aconteça, a decisão do clube continua a mesma que foi comunicada quando o interesse veio a público: Allan fica.







































