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·01 de outubro de 2026
Palmeiras enfrenta o Bahia sem a bet na camisa; Entenda o prazo

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·01 de outubro de 2026

O Palmeiras volta a jogar em 8 de outubro, contra o Bahia, e vai entrar em campo com uma camisa diferente da que usou até a parada. A medida provisória que encerrou as apostas de quota fixa deu prazo até 5 de outubro para que toda a publicidade do setor saia do ar — e o uniforme está nessa lista. Três dias depois do fim do prazo, o Verdão abre a retomada do Brasileirão sem a marca da Sportingbet no peito.
A regra não se limita à camisa. Vale para qualquer conteúdo que ofereça, promova, divulgue ou facilite o acesso às apostas de quota fixa e seja dirigido ao público brasileiro, não importa o formato. Entram placas de estádio, vinhetas de transmissão, painéis de rua e publicações patrocinadas. A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos também deixam de operar; o saque de saldo vai até o dia 5.
Antes do prazo, a Sportingbet convocou uma conversa com os dois clubes que patrocina no Brasil: Palmeiras e Vasco. A pauta é o destino dos contratos — rescisão ou renegociação —, segundo apuração dos jornalistas Rafael Oliva e Guilherme Abrahão, da Rádio Itatiaia. É a primeira mesa formal depois de semanas em que as duas pontas falaram em público sem se sentar.
As posições chegam diferentes. O Palmeiras mantém a cautela, não entra como autor de ação judicial e vai participar do processo no Supremo apenas como interessado, enquanto observa o mercado. O Vasco, com a Almirante Participações dona de 90% da SAF, não deve criar obstáculo a uma rescisão — o presidente Pedrinho afirmou à Cazé TV que “a saída da bet vai me afetar zero financeiramente”, porque o investidor assume o fluxo de caixa.
E a camisa que o torcedor já comprou?
A proibição atinge a publicidade feita por clubes e empresas, não o uso pessoal. Quem já tem a camisa com a marca estampada pode continuar vestindo normalmente, inclusive no estádio.
Nada, por enquanto. O Palmeiras tinha um caminho pronto — levar a Leapmotor ao espaço nobre do uniforme —, mas pisou no freio depois de ouvir de operadores do setor no exterior que a proibição tende a não se sustentar. A leitura da diretoria é que fechar um máster de longo prazo agora, com o preço deprimido pela incerteza, seria vender barato o ativo comercial mais valioso do clube.
O contrato com a Sportingbet prevê R$ 100 milhões fixos por temporada mais até R$ 70 milhões em bonificações, e vai até o fim de 2027 — razão pela qual nenhum dos dois lados tem pressa em rasgar o papel. Enquanto isso, o clube estuda como repor a receita e carrega um déficit acumulado no ano.







































