Portal do Palestra
·16 de setembro de 2026
Palmeiras ergueu o Jardim Suspenso vendendo um jogador só

In partnership with
Yahoo sportsPortal do Palestra
·16 de setembro de 2026

Há transferências que mudam um time e há transferências que mudam o endereço de um clube. A de Sidney Colônia Cunha, o Chinesinho, foi das segundas: a fortuna que a Inter de Milão pagou ao Palmeiras em 1962 bancou mais de uma dúzia de contratações e ainda pagou a reforma do estádio que ficaria conhecido como Jardim Suspenso.
Nascido em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, em 15 de setembro de 1935, ele chegou ao Palmeiras em 1958, quando o clube voltou de uma excursão ao Sul com o ponteiro baixinho na bagagem. Estreou em 24 de julho daquele ano e saiu quatro temporadas depois como o cérebro do time.
239 jogos
Partidas de Chinesinho pelo Palmeiras entre 1958 e 1962, com 54 gols marcados e 67,2% de aproveitamento: 146 vitórias, 44 empates e 49 derrotas.
Chinesinho começou a carreira como ponta-esquerda, no Riograndense da cidade natal. Foi campeão gaúcho pelo Renner em 1954 e pelo Internacional em 1955, e era ponta quando desembarcou em São Paulo.
Quem o tirou da linha de fundo foi Oswaldo Brandão. Deslocado para a meia, o gaúcho virou o organizador do time que conquistou o Paulista de 1959 e, no ano seguinte, a Taça Brasil de 1960, o primeiro título nacional da história alviverde. Ele é parte da geração que abriu caminho para a Primeira Academia.
Em 1962 ele esteve cotado para a Copa do Mundo, mas foi preterido por Aymoré Moreira. Semanas depois marcou duas vezes num amistoso contra o Milan, e a Itália veio buscá-lo. A Inter levou o meia por um valor que, sozinho, reorganizou as finanças do Palmeiras.
Com aquele dinheiro chegaram nomes como Servílio, Djalma Dias, Ademar Pantera, Ferrari e Tupãzinho, e saiu do papel a reforma que transformou o velho Palestra Itália no Jardim Suspenso. O último jogo dele com a camisa alviverde foi em 25 de agosto de 1962.
A Inter tinha excesso de estrangeiros e o emprestou ao Modena, de onde ele foi para o Catania. Só então veio o clube grande: na Juventus conquistou a Coppa Italia de 1964-65 e o scudetto de 1966-67. Depois jogou pelo Vicenza até 1972, passou pelo New York Cosmos e encerrou a carreira no Nacional-SP.
Voltou ao Palmeiras uma última vez em 1985, como treinador, em anos difíceis do clube. Foram 14 jogos em dois meses. Morreu em 16 de abril de 2011, aos 75 anos, em Porto Alegre.
Na Enciclopédia Alviverde, a história dele funciona como ponte entre duas eras: o time que ganhou o primeiro título nacional e o estádio que abrigaria as Academias. Poucos jogadores deixaram marca tão física no clube que defenderam.







































