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·15 de setembro de 2026
Palmeiras ganhou a Libertadores com campanha pior que a de 2026

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O Palmeiras decide a vaga na semifinal da Libertadores nesta quarta-feira, em Quito, com 1 a 0 no agregado e uma campanha que a temporada inteira tratou como morna: nove jogos, cinco vitórias, três empates, uma derrota e 66,7% de aproveitamento. A base histórica do Portal do Palestra diz que esse número, sozinho, não prevê nada. O primeiro título continental do clube, em 1999, saiu de uma campanha de 54,8%.
São quase doze pontos percentuais de diferença, e a favor do time de agora. Naquele ano o Palmeiras perdeu cinco dos catorze jogos que disputou na competição e sofreu 18 gols. Levantou a taça assim mesmo.
54,8 %
Aproveitamento da campanha que deu ao Palmeiras a primeira Libertadores, em 1999: catorze jogos, sete vitórias, dois empates e cinco derrotas.
O detalhe que explica aqueles 54,8% é o mais desconfortável de todos para quem lê tabela: nas três fases decisivas, o Palmeiras perdeu o jogo de ida. Levou 2 a 0 do Corinthians nas quartas, perdeu por 1 a 0 para o River Plate em Buenos Aires na semifinal e voltou de Cali com outra derrota por 1 a 0 na primeira partida da final.
Reverteu as três. Ganhou do Corinthians por 2 a 0 e passou nos pênaltis, aplicou 3 a 0 no River com dois gols de Alex e venceu o Deportivo Cali por 2 a 1 antes de decidir de novo na marca da cal. A conquista de 1999 foi construída inteira de trás para a frente, e o aproveitamento da campanha registra só a parte ruim dessa história.
Colocadas lado a lado, as campanhas recentes do clube na competição desmontam a ideia de que rendimento na fase classificatória antecipa o desfecho. A melhor de todas, a de 2020, terminou em título. A segunda melhor, a de 2025, terminou sem nada.
A temporada de 2025 é o contraponto mais duro. Foram dez vitórias em treze jogos, trinta gols marcados e dez sofridos, e o ano acabou sem uma taça sequer. Já o tricampeonato de 2021 veio de uma campanha com aproveitamento menor do que o de 2025.
Há um recorte em que a campanha atual aparece muito acima da leitura que se faz dela. O Palmeiras sofreu seis gols em nove jogos, média de 0,67 por partida. Só a campanha de 2020, com 0,46, foi mais segura. As de 2021 e 2025 ficaram em 0,77, e a de 1999 sofreu quase o dobro do time de agora, 1,29 por jogo.
O que a campanha de 2026 tem de baixo é gol marcado: treze em nove jogos, contra trinta e três em treze no ano de 2020. O empate em Assunção, a derrota em casa para o Cerro Porteño na fase de grupos e o 1 a 0 sobre a LDU, num jogo de domínio amplo e placar curto, puxaram o aproveitamento para baixo sem que a equipe fosse vazada com frequência.
A diferença mais concreta entre as duas campanhas não está em percentual nenhum. Em 1999, o Palmeiras entrou nos três jogos de volta precisando reverter um resultado. Em 2026, entra em Quito com vantagem construída no Nubank Parque pelo gol de Agustín Giay, de cabeça, aos 26 minutos do primeiro tempo.
O obstáculo é o endereço. Em Quito, o clube disputou quatro partidas oficiais e perdeu as quatro, duas delas contra a própria LDU. A campanha do Palmeiras na Libertadores 2026 chega ao Rodrigo Paz Delgado com uma conta simples: o empate classifica, e uma derrota por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis.
Nenhum dos três títulos do clube na competição foi construído com a campanha mais bonita do continente. Dois deles vieram com aproveitamento acima de 76%, e o primeiro, com menos de 55%. Entre esses dois extremos é onde a equipe de 2026 vai jogar os noventa minutos desta quarta.
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