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·01 de julho de 2026
Palmeiras rende menos sem Abel? Levantamento mostra impacto da ausência do técnico

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·01 de julho de 2026

O Palmeiras passou por uma sequência importante do Campeonato Brasileiro sem Abel Ferreira à beira do gramado. O período não tirou o Verdão da liderança, mas deixou um sinal claro nos números: sem o treinador no banco, o time pontuou menos e, principalmente, produziu menos gols.
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Levantamento feito pelo Portal do Palestra mostra que, no recorte das 18 primeiras rodadas do Brasileirão 2026, a diferença de aproveitamento entre os jogos com e sem Abel é significativa.
Com o treinador português no banco, o Palmeiras somou 29 pontos em 33 possíveis. Sem Abel, foram 12 pontos em 21 disputados.
Na prática, o aproveitamento caiu de 87,9% para 57,1%.
Mais do que a queda na pontuação, porém, um dado chama atenção: a ausência de Abel afetou muito mais o ataque do que a defesa.
O Portal do Palestra analisou os 18 jogos disputados pelo Palmeiras no Brasileirão 2026 até a pausa no calendário. O recorte separa as partidas em dois grupos: jogos com Abel Ferreira no banco e jogos em que o técnico esteve ausente por suspensão.
Foram considerados:
A punição de Abel Ferreira foi de sete jogos no Brasileirão. Nesse período, o treinador ficou fora das partidas contra Vasco, Grêmio, Corinthians, Athletico-PR, Red Bull Bragantino, Santos e Remo.
O dado mais forte está na produção ofensiva.
Com Abel no banco, o Palmeiras marcou 23 gols em 11 jogos, média de 2,09 gols por partida. Sem o treinador, foram 7 gols em 7 jogos, média exata de 1 gol por jogo.
A defesa, por outro lado, manteve desempenho praticamente estável nos dois recortes. Com Abel, o Palmeiras sofreu 8 gols em 11 jogos, média de 0,73 por partida. Sem o treinador, foram 5 gols sofridos em 7 jogos, média de 0,71.
Ou seja: os números não indicam uma queda defensiva relevante sem Abel. O impacto mais claro apareceu no ataque.
O Palmeiras saiu invicto dos últimos seis jogos da sequência sem Abel, mas a leitura precisa ir além da invencibilidade. O time venceu três partidas, empatou três e perdeu uma. O aproveitamento de 57,1% é competitivo, mas ficou distante do padrão apresentado pelo próprio Verdão quando o treinador esteve no banco.
Outro ponto chama atenção: em apenas um dos sete jogos sem Abel o Palmeiras marcou mais de um gol. Isso aconteceu na vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio.
Nos demais compromissos, o time fez no máximo um gol.
O principal contraste entre os dois cenários aparece na média de gols marcados.
Com Abel Ferreira no banco, o Palmeiras fez 2,09 gols por jogo. Sem Abel, a média caiu para 1,00.
Essa diferença muda a leitura sobre o desempenho da equipe. O problema não foi exatamente perder organização ou sofrer muitos gols. O Palmeiras continuou competitivo, controlou boa parte dos jogos e manteve solidez defensiva.
A questão é que o time passou a decidir menos.
Nos sete jogos sem Abel, o Verdão teve três vitórias por margem mínima, três empates e uma derrota. A equipe não desmoronou, mas perdeu poder de imposição.
Um ponto importante do levantamento é que a ausência de Abel não gerou uma piora defensiva expressiva.
Com o treinador, o Palmeiras sofreu média de 0,73 gol por jogo. Sem ele, 0,71. A diferença é mínima e, na prática, indica estabilidade.
Isso mostra que a estrutura coletiva do Palmeiras se manteve forte mesmo sem o técnico principal na área técnica. A equipe continuou difícil de ser vazada, sustentou jogos equilibrados e não teve uma sequência de descontrole defensivo.
O contraste, portanto, não está na proteção da própria área. Está na capacidade de transformar controle em placar.
Nos jogos com Abel Ferreira à beira do campo, o Palmeiras apresentou um comportamento mais forte nos números.
Foram nove vitórias e dois empates, sem derrotas. Além disso, o time marcou dois ou mais gols em boa parte das partidas do recorte.
A sequência com Abel inclui resultados importantes, como:
A vitória sobre o Flamengo por 3 a 0, já depois do retorno de Abel no Brasileirão, reforçou o peso do treinador em jogos de alta exigência. Foi uma atuação de imposição, controle e eficiência ofensiva.
A ausência de Abel não provocou uma crise de resultados. O Palmeiras continuou líder e mostrou a força de uma comissão técnica bem estruturada. João Martins comandou a equipe no período, com suporte de Vítor Castanheira, e conseguiu manter o time competitivo.
Mas os números indicam que o Palmeiras perdeu parte do ritmo que havia construído.
Ao fim da 18ª rodada, o Verdão liderava o Brasileirão com 41 pontos, 12 vitórias, cinco empates, uma derrota, 30 gols marcados e 13 sofridos. A campanha segue forte. A diferença está na intensidade do desempenho.
Com Abel, o Palmeiras pontuou em ritmo de campanha dominante. Sem ele, pontuou como um time competitivo, mas menos agressivo.
A comparação não diminui o trabalho da comissão técnica. Pelo contrário: mostra que o Palmeiras tem um modelo consolidado o suficiente para atravessar uma sequência sem seu treinador principal.
Mas também mostra que Abel não é apenas uma presença simbólica na beira do campo.
A influência dele aparece principalmente em três pontos:
O Palmeiras marcou mais que o dobro de gols por jogo com Abel no banco. A média saiu de 1,00 sem o técnico para 2,09 com ele.
Sem Abel, o time teve partidas competitivas, mas com menos contundência. Os empates contra Corinthians, Santos e Remo ajudam a explicar isso.
Em partidas equilibradas, a leitura da beira do campo pesa. Ajustes, substituições, reação ao comportamento do adversário e postura nos minutos finais fazem parte do pacote.
No Palmeiras, Abel construiu uma relação de comando que vai além da escalação. A presença dele interfere no ambiente, na cobrança e na maneira como o time interpreta diferentes fases da partida.
É justo destacar que o período sem Abel não foi ruim a ponto de comprometer a campanha. O Palmeiras venceu Grêmio, Athletico-PR e Red Bull Bragantino, além de ter mantido uma sequência invicta após a derrota para o Vasco.
João Martins mostrou novamente que conhece o elenco, o modelo de jogo e a rotina do clube. A equipe não perdeu identidade nem virou vulnerável defensivamente.
Ainda assim, a queda na produção ofensiva mostra que a ausência do técnico principal altera o teto de desempenho do time.
O Palmeiras sem Abel continuou competitivo. Com Abel, foi mais forte, mais agressivo e mais decisivo.
Os dados apontam para uma resposta objetiva: sim, o Palmeiras rendeu menos sem Abel Ferreira no banco no Brasileirão 2026.
Mas a queda não aconteceu da forma mais óbvia.
O Palmeiras não sofreu muito mais gols sem o treinador. Defensivamente, o desempenho ficou praticamente igual. A diferença apareceu no ataque: a média de gols marcados caiu de 2,09 para 1,00 por partida.
No fim, o levantamento reforça duas ideias ao mesmo tempo: o Palmeiras tem uma comissão técnica forte o suficiente para atravessar turbulências, mas Abel Ferreira segue sendo uma peça central para elevar o nível competitivo da equipe.
No futebol, nem tudo aparece na súmula. Mas, neste caso, os números ajudam a mostrar onde a presença de Abel mais pesa: na capacidade de fazer o Palmeiras ser mais agressivo, mais dominante e mais eficiente no placar.
Sim. No recorte das 18 primeiras rodadas do Brasileirão 2026, o Palmeiras teve aproveitamento menor nos jogos sem Abel Ferreira no banco.
Sem Abel Ferreira, o Palmeiras somou 12 pontos em 21 possíveis, com aproveitamento de 57,1%.
Com Abel Ferreira no banco, o Palmeiras somou 29 pontos em 33 possíveis, aproveitamento de 87,9%.
Sim. A média de gols marcados caiu de 2,09 por jogo com Abel para 1,00 por jogo sem o treinador.
Não houve queda defensiva relevante. Com Abel, o Palmeiras sofreu média de 0,73 gol por jogo. Sem Abel, a média foi de 0,71.
Na ausência de Abel Ferreira, o Palmeiras foi comandado por João Martins, auxiliar da comissão técnica, com suporte de Vítor Castanheira.
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