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·17 de agosto de 2026

Palmeiras segura estrelas e faz aposta de quase R$ 400 milhões em 2026

Imagem do artigo:Palmeiras segura estrelas e faz aposta de quase R$ 400 milhões em 2026

Verdão tem déficit no primeiro semestre, recusou propostas milionárias e aposta em elenco avaliado por Abel Ferreira em R$ 1,4 bilhão para buscar títulos e novas receitas

O Palmeiras tomou uma decisão clara em 2026: mesmo precisando gerar quase R$ 400 milhões com negociações de jogadores, o clube decidiu segurar alguns de seus principais ativos no momento mais importante da temporada.


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A estratégia ajuda a explicar as recentes recusas por Allan e Flaco López, o déficit registrado no primeiro semestre e também a importância ainda maior das competições que o Verdão disputa.

Segundo o orçamento aprovado para 2026, o Palmeiras trabalha com aproximadamente R$ 400 milhões em receitas relacionadas à negociação de atletas ao longo da temporada.

Até junho, porém, as vendas ficaram abaixo do projetado. O resultado foi um déficit acumulado de aproximadamente R$ 124 milhões no primeiro semestre.

Palmeiras poderia ter feito caixa, mas preferiu manter o elenco

A diferença entre o planejado e o realizado não aconteceu apenas pela ausência de interessados.

O Palmeiras teve oportunidades concretas de transformar jogadores importantes em receita.

Allan recebeu propostas milionárias ao longo da temporada. Uma das investidas do Napoli chegou a um pacote de € 40 milhões considerando valores fixos e bônus.

O clube recusou.

Flaco López também foi alvo do mercado internacional. O Spartak Moscou chegou a discutir um negócio que poderia alcançar aproximadamente € 25 milhões, também sem convencer a diretoria palmeirense.

Somadas, apenas as principais propostas envolvendo Allan e Flaco ultrapassam a casa dos R$ 300 milhões, dependendo das condições e bônus previstos nos negócios.

Isso não significa que todo esse dinheiro entraria imediatamente no caixa. Parte dos valores dependeria de metas e os pagamentos poderiam ser parcelados.

Mas mostra o tamanho da escolha feita pelo Palmeiras.

A conta dos R$ 400 milhões

O cenário pode ser resumido em quatro números:

O Palmeiras, portanto, poderia ter avançado rapidamente em direção à meta prevista no orçamento caso aceitasse negociar alguns de seus principais jogadores.

Preferiu outra estratégia.

Manter o time competitivo agora e tentar transformar o valor dos atletas em resultado esportivo, premiações e possíveis vendas futuras.

Abel fala em elenco de R$ 1,4 bilhão

Recentemente, Abel Ferreira afirmou que o atual elenco palmeirense chegou a aproximadamente R$ 1,4 bilhão em valor de mercado.

O número foi utilizado pelo treinador para destacar o processo de montagem e valorização do grupo.

Valor de mercado, porém, não é dinheiro em caixa.

Ele representa o patrimônio esportivo que o Palmeiras possui e que poderá ser convertido em receita por meio de futuras negociações.

É justamente aí que está a aposta.

O clube acredita que jogadores como Allan e Flaco López podem continuar valorizados — ou até valer mais — depois da temporada.

Libertadores ganhou ainda mais importância

A decisão também aumenta o peso financeiro das competições.

Nesta quarta-feira (19), por exemplo, o Palmeiras enfrenta o Cerro Porteño por uma vaga nas quartas de final da Libertadores.

A classificação já garante aproximadamente R$ 9 milhões adicionais.

Se seguir avançando e conquistar o torneio, o Palmeiras pode receber perto de R$ 150 milhões em novas premiações a partir das quartas de final.

Além da competição continental, o clube ainda disputa outras premiações importantes ao longo da temporada.

Quanto mais longe chegar, menor tende a ser a pressão para compensar o orçamento exclusivamente através da venda de jogadores.

Não é apenas uma questão de déficit

O déficit de R$ 124 milhões chama atenção, mas existe um detalhe importante.

As despesas do Palmeiras no primeiro semestre ficaram muito próximas daquilo que havia sido planejado.

A maior diferença aconteceu nas receitas, especialmente aquelas relacionadas às negociações de jogadores.

Ou seja, a questão não é simplesmente que o Palmeiras gastou muito além do previsto.

Parte relevante do dinheiro esperado ainda não entrou porque algumas vendas não aconteceram.

Esse é um ponto fundamental para compreender a situação financeira do clube.

Venda de jovens pode virar alternativa

A diretoria ainda possui outros caminhos para gerar receitas sem necessariamente desmontar a equipe titular.

Jogadores formados na Academia continuam despertando interesse de clubes do exterior, enquanto atletas menos utilizados também podem entrar em negociações.

Além disso, o Palmeiras ainda pode receber dinheiro de jogadores que já deixaram o clube por meio de bônus, metas e percentuais mantidos em contratos.

A aposta do Palmeiras para o segundo semestre

A estratégia, portanto, está definida.

O Palmeiras preferiu não transformar imediatamente alguns de seus principais ativos em dinheiro.

Em vez disso, colocou um elenco avaliado por Abel em R$ 1,4 bilhão para disputar os títulos mais importantes da temporada.

Se os resultados aparecerem, as premiações podem reduzir parte da diferença em relação ao orçamento e os jogadores ainda podem terminar o ano mais valorizados.

Se os títulos não vierem, o clube poderá chegar ao final da temporada com uma pressão maior para realizar vendas.

É por isso que os quase R$ 400 milhões previstos em negociações de atletas ajudam a explicar boa parte das decisões tomadas pelo Palmeiras em 2026.

O clube decidiu segurar seus principais jogadores.

Agora, precisa transformar essa escolha em resultado dentro de campo — e também no caixa.

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  2. Quanto a Libertadores ainda pode render ao Palmeiras
  3. Quanto o Palmeiras ainda pode receber por jogadores já vendidos
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