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·11 de agosto de 2026

Palmeiras trava contra times fechados? Números revelam problema de Abel em 2026

Imagem do artigo:Palmeiras trava contra times fechados? Números revelam problema de Abel em 2026

Levantamento mostra que Verdão não venceu quatro partidas marcadas por domínio da posse e dificuldade para romper defesas recuadas; Cerro Porteño já explorou esse cenário nesta Libertadores

O empate sem gols com o Internacional deixou uma frase de Abel Ferreira que merece atenção. O treinador reconheceu que o Palmeiras vem encontrando dificuldades quando os adversários baixam as linhas, acumulam jogadores perto da própria área e esperam uma oportunidade para contra-atacar.


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Mais do que uma justificativa para o 0 a 0 no Nubank Parque, os números mostram que existe um padrão.

O Portal do Palestra analisou quatro partidas de 2026 em que o Verdão teve pelo menos 60% de posse de bola e encontrou adversários dispostos a entregar território, proteger a própria área e atacar principalmente em transições.

O Palmeiras não venceu nenhuma.

Foram dois empates, duas derrotas e apenas dois gols marcados.

E há um detalhe que aumenta o alerta para a Libertadores: um desses jogos foi justamente contra o Cerro Porteño.

Quatro jogos, muita posse e nenhuma vitória

O recorte não representa todas as partidas do Palmeiras em 2026. Ele reúne confrontos que reproduziram de maneira mais clara o problema citado por Abel: o adversário recuado, o Verdão controlando a bola e pouco espaço para acelerar perto da área.

Resumo do recorte:

  • 4 jogos
  • 0 vitórias
  • 2 empates
  • 2 derrotas
  • 2 gols marcados
  • média de 67,3% de posse de bola

Ou seja: ter a bola não tem significado, necessariamente, ter o controle real da partida.

O caso mais preocupante aconteceu contra o próprio Cerro

O exemplo que mais chama atenção ocorreu em 20 de maio.

Pela fase de grupos da Libertadores, o Palmeiras recebeu o Cerro Porteño e terminou a partida com 74% de posse de bola, contra apenas 26% dos paraguaios.

Foram 11 finalizações do Verdão contra sete do adversário.

O placar?

Palmeiras 0 x 1 Cerro Porteño.

O Verdão ocupou o campo ofensivo durante boa parte da partida, mas encontrou dificuldade para transformar circulação de bola em oportunidades realmente perigosas.

O Cerro esperou.

No início do segundo tempo, encontrou o contra-ataque que precisava e abriu o placar. Depois, voltou a fechar os espaços.

O Palmeiras teve a bola novamente. E não encontrou o gol.

Agora, quase três meses depois, as equipes voltam a se enfrentar.

Todas as informações da partida estão reunidas no hub de Palmeiras x Cerro Porteño pela Libertadores.

Contra o Atlético-MG, 69% de posse e 22 finalizações

O jogo diante do Atlético-MG, em julho, apresentou outro exemplo.

O Palmeiras terminou a partida com 69% de posse, enquanto o adversário teve 31%.

O volume também foi muito superior:

22 finalizações do Palmeiras contra nove do Atlético-MG.

Mesmo assim, o time mineiro venceu por 2 a 1.

A dinâmica daquela partida teve particularidades, especialmente pelos erros que originaram os gols atleticanos. Mas o primeiro tempo já havia mostrado uma dificuldade conhecida: o Palmeiras controlava territorialmente o confronto, trocava passes no campo ofensivo, mas encontrava pouco espaço para entrar na defesa.

O Portal do Palestra analisou aquela partida em Palmeiras teve a bola, mas faltou o que realmente decide jogos.

O domínio estatístico não se transformou em domínio do placar.

O Remo também entregou a bola ao Palmeiras

Contra o Remo, em maio, aconteceu algo semelhante.

O Palmeiras teve 66% de posse de bola, mas ficou no empate por 1 a 1 no Mangueirão.

O time paraense abriu o placar logo no começo da partida. A partir daí, o cenário ficou confortável para uma equipe que já não precisava propor o jogo.

O Verdão empatou ainda no primeiro tempo com Ramón Sosa e passou boa parte do confronto tentando encontrar espaço diante de uma marcação cada vez mais recuada.

O Palmeiras pressionou e chegou a marcar nos acréscimos com Bruno Fuchs, mas o gol acabou anulado.

O resultado daquela partida pode ser revisto em Remo 1 x 1 Palmeiras.

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Flaco López chuta a bola em Remo x Palmeiras

Contra o Inter, 60% de posse e pouco perigo real

O caso mais recente aconteceu no domingo.

O Internacional montou uma linha defensiva baixa, protegeu a entrada da área e permitiu que o Palmeiras circulasse a bola longe do gol.

Funcionou.

O Verdão terminou com 60% de posse e 19 finalizações, contra oito do adversário, mas passou grande parte da partida sem exigir intervenções difíceis do goleiro Matheus Cunha.

O próprio Abel admitiu depois do jogo que faltou inspiração.

A análise do Portal já havia apontado que o Internacional veio ao Nubank Parque para não perder e conseguiu.

A diferença entre ter volume e gerar perigo ficou evidente.

Então o problema é ter muita posse?

Não.

E essa distinção é importante.

O Palmeiras já fez grandes partidas em 2026 controlando amplamente a bola. Na goleada por 4 a 1 sobre o Jacuipense, por exemplo, teve 67% de posse e 24 finalizações. A diferença é que conseguiu transformar rapidamente o controle territorial em vantagem no placar.

O ponto não é a posse.

É o que o Palmeiras consegue fazer quando o adversário conscientemente entrega essa posse.

Quando existe espaço para correr, pressionar uma saída de bola ou atacar uma defesa desorganizada, o time de Abel possui jogadores extremamente perigosos.

Quando precisa atacar dez jogadores posicionados atrás da linha da bola, a história muda.

O passe precisa ser mais rápido. Os movimentos sem bola tornam-se mais importantes. Jogadas individuais ganham peso. Infiltrações, tabelas curtas e mudanças rápidas de corredor passam a ser necessárias.

É justamente aí que o Palmeiras tem oscilado.

Fazer o primeiro gol muda completamente o jogo

Outro ponto levantado por Abel ajuda a explicar a preocupação para quarta-feira: abrir o placar.

Quando o Palmeiras marca primeiro, o adversário perde a possibilidade de simplesmente esperar.

Precisa adiantar suas linhas.

Precisa correr mais riscos.

E os espaços aparecem.

Contra equipes montadas para defender, portanto, o primeiro gol vale mais do que apenas a vantagem no marcador. Ele altera toda a estrutura tática do confronto.

O problema aparece quando o 0 a 0 permanece por muito tempo.

A ansiedade aumenta, a circulação fica mais previsível e o rival passa a enxergar cada contra-ataque como uma oportunidade de decidir a partida.

Foi assim contra o Cerro em maio.

Cerro Porteño deve repetir a fórmula

Não há motivo para imaginar um Cerro Porteño completamente diferente nesta quarta-feira.

O Palmeiras recebe os paraguaios às 19h, no Nubank Parque, pela partida de ida das oitavas de final da Libertadores.

Abel já indicou que espera um adversário fechado, com marcação forte e preparado para explorar transições.

O histórico recente mostra por que existe preocupação.

O Cerro não precisa descobrir como dificultar a vida do Palmeiras.

Já fez isso em 2026.

Para o Verdão, o desafio das oitavas não será simplesmente ter mais posse, finalizar mais ou empurrar o adversário para trás.

Será transformar esse domínio em chances claras antes que o roteiro conhecido volte a se repetir.

Porque, nos quatro exemplos mais evidentes desta temporada, o Palmeiras teve a bola.

O que faltou foi encontrar espaço para decidir o jogo.

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