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·23 de setembro de 2026
Palmeiras votou a favor, mas a regra que trava Abel é outra

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·23 de setembro de 2026

A CBF aprovou na segunda-feira o corte gradual de estrangeiros nas súmulas, de nove hoje para cinco em 2030, e o Palmeiras votou a favor mesmo sendo um dos clubes mais expostos à mudança. Só que o incômodo que o treinador já tinha manifestado em público é com outro artigo do regulamento, e esse continua igual.
A regra em questão impede que um jogador defenda dois clubes na mesma edição do Brasileirão depois de atingir 12 partidas pelo primeiro. O teto já foi de seis. Para quem monta elenco no meio da temporada, é ela que fecha o mercado interno.
A fala é de 9 de setembro, na coletiva que se seguiu à vitória sobre a LDU pelas quartas de final da Libertadores. “Queremos contribuir para o futebol brasileiro. Tem jovens aqui diferenciados, mas fizeram mais de 10 jogos e não posso ir buscar. Querem que vá buscar quem? Os jogadores que não jogam? Reservas? Então temos que buscar fora. Vocês acham justo?”, perguntou o treinador.
O argumento dele costura as duas regras numa só: se o regulamento fecha a porta do jogador brasileiro que está jogando, sobra o mercado de fora. E aí, diz Abel, a conta volta para quem reclama do número de estrangeiros.
Quando cheguei aqui, eram cinco estrangeiros. Dois ou três anos passaram para sete. Eu mandei Merentiel embora porque eram sete e, três dias depois, decidiram que ia para nove. A responsabilidade é de quem?
Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, na coletiva após a vitória sobre a LDU
Porque o clube contrata tarde. Quando uma peça falta em agosto ou setembro, o jogador brasileiro que interessa é, por definição, um que vem jogando — e quem vem jogando já passou das 12 partidas. O que resta no mercado interno é reserva ou quem não entra em campo, que é exatamente o ponto da pergunta do treinador.
O que diz a regra dos 12 jogos
Um atleta que disputa 12 ou mais partidas pelo time principal de um clube numa edição do Campeonato Brasileiro não pode atuar por outro clube na mesma edição. O limite anterior era de seis jogos. A restrição não foi alterada na reunião da CBF que mexeu no número de estrangeiros.
Nada, por enquanto, nesse artigo. O que muda é o outro lado da equação: a partir de 2027 o Palmeiras passa a ter uma vaga de estrangeiro a menos por jogo, e depois mais uma a cada ano. O elenco tem oito estrangeiros, cinco deles com contrato até 2030.
Ou seja: a porta de fora vai estreitando, e a de dentro segue com a mesma tranca. É esse desenho que o treinador vem apontando desde antes da votação.















