Paquetá, Pulgar ou Arrascaeta: dos lesionados, quem faz mais falta ao time titular do Flamengo? | OneFootball

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·06 de maio de 2026

Paquetá, Pulgar ou Arrascaeta: dos lesionados, quem faz mais falta ao time titular do Flamengo?

Imagem do artigo:Paquetá, Pulgar ou Arrascaeta: dos lesionados, quem faz mais falta ao time titular do Flamengo?

O Flamengo convive com três ausências pesadas em um momento sensível da temporada, mas nem todo desfalque pesa da mesma forma. Erick Pulgar, Lucas Paquetá e Arrascaeta são nomes importantes, titulares e peças valiosas do elenco de Leonardo Jardim. Ainda assim, o impacto de cada baixa no funcionamento do time é diferente – e o desempenho recente do Flamengo ajuda a explicar por quê.

Pulgar, que por muito tempo foi visto como peça insubstituível na base do meio-campo, hoje já não provoca o mesmo vazio. Paquetá, em ascensão antes da lesão, virou ausência sentida pela qualidade e pela forma como conectava setores. Arrascaeta, por sua vez, segue em uma prateleira própria: é o camisa 10, o organizador, o jogador que muda o ritmo e o nível técnico do time.


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No recorte recente, o Flamengo até encontrou soluções para sobreviver sem Pulgar. Também mostrou que pode competir sem Paquetá. Mas sem Arrascaeta, o cenário é quase caótico. O time perde seu jogador mais criativo, mais associativo e mais determinante entre linhas. É a ausência que mais desorganiza o ataque e mais limita o teto técnico da equipe.

A seguir, o 90min mostra quem faz mais falta ao Flamengo hoje – e por que o peso de cada desfalque é diferente.

Pulgar já não é ausência irreparável no Flamengo

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Erick Pulgar é ausência no elenco rubro-negro | Sports Press Photo/GettyImages

Durante boa parte de 2025, perder Erick Pulgar significava perder controle, proteção e equilíbrio. Em 2026, isso mudou.

A principal razão tem nome: Evertton Araújo. O volante aproveitou a brecha aberta pelas lesões, encaixou nove jogos seguidos como titular e transformou um problema em solução. Seguro sem bola, intenso nos duelos e cada vez mais confiável com a posse, o jovem ganhou espaço e respondeu com maturidade.

Pulgar segue sendo um volante mais pronto, mais experiente e mais refinado na leitura defensiva. Mas sua ausência já não desmonta o time como antes. Evertton sustenta o setor, compete bem e dá a Leonardo Jardim uma resposta funcional. Hoje, Pulgar é desfalque importante, não indispensável.

Paquetá virou ausência em rota de crescimento

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Paquetá trabalha para retornar em meados de maio | Ruano Carneiro/GettyImages

Se Pulgar já tem reposição funcional, o mesmo não vale para Lucas Paquetá.

O meia vivia seu melhor momento desde o retorno ao clube antes de parar por lesão. Mais solto, mais participativo e com mais influência entre linhas, Paquetá vinha crescendo justamente quando o Flamengo mais precisava de um articulador físico, intenso e agressivo sem bola.

Contra o Medellín, no primeiro confronto, foi o jogador mais participativo do setor. Contra o Bahia, repetia o bom nível até sair lesionado. Era um meia que oferecia o "pacote meio-campista completo", que inclui criação, condução, saída na pressão e presença física - algo raro e muito valioso para elenco rubro-negro.

Paquetá faz falta porque oferece um tipo de jogo que o Flamengo não replica com facilidade. Não é o cérebro do time, mas era quem melhor equilibrava intensidade e construção no momento mais promissor de sua retomada.

Arrascaeta é a ausência que mais afeta o Flamengo

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Arrascaeta faz muita falta ao time titular rubro-negro | Sports Press Photo/GettyImages

Nenhum desfalque pesa mais.

Arrascaeta não é apenas o camisa 10 do Flamengo. É o organizador do time, o jogador que pensa antes, executa melhor e controla o ritmo técnico da equipe. É quem desacelera quando o jogo pede pausa, acelera quando o espaço aparece e qualifica quase toda posse ofensiva.

Sem ele, o Flamengo perde muito.

Foi o que se viu contra o Estudiantes, pela Copa Libertadores. O Mais Querido até competiu, brigou e resistiu. Mas depois da saída do uruguaio, perdeu repertório, perdeu lucidez e ficou mais refém do caos. Faltou justamente o jogador capaz de esfriar o jogo, sustentar a posse e reorganizar o time em campo hostil.

Arrascaeta é o único desses três que não tem substituto real no elenco. Carrascal pode ocupar o espaço. Paquetá, quando recuperado pode dividir funções. Mas ninguém reproduz sua visão e sua influência no jogo.

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