Jornal do Fla
·28 de abril de 2026
Paradoxo do Ninho: Flamengo figura entre times que menos utilizam jovens em 2026

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·28 de abril de 2026

A iminente saída de Ryan Roberto, joia de 17 anos que decidiu não renovar seu vínculo com o Flamengo, reacende um debate: a subutilização de seus talentos no time principal. Com proposta da Europa e a possibilidade de assinar um pré-contrato em breve, o meia-atacante é apenas o capítulo mais recente de um assunto que ganha contornos dramáticos.
A justificativa de que “o elenco do Flamengo é muito qualificado e não dá espaço” começa a perder força diante dos dados. Enquanto rivais diretos na disputa por títulos mantêm o alto nível utilizando seus jovens, o Rubro-Negro aparece na lanterna do aproveitamento de atletas sub-23 no Brasileirão 2026.
Um levantamento exclusivo realizado pelo Jornal do Fla revela um cenário preocupante. No atual Brasileirão, o Flamengo utilizou apenas dois jogadores com 23 anos ou menos: o volante Evertton Araújo e o atacante Wallace Yan. Somados, eles possuem apenas 568 minutos em campo.
Para efeito de comparação, o Palmeiras, principal rival direto do clube nos últimos anos, já utilizou 11 jogadores nesta faixa etária. O Corinthians, por sua vez, lidera entre os grandes de São Paulo com 12 atletas jovens em campo, somando mais de 5.500 minutos de minutagem para seus garotos.
Foto: Jornal do Fla
Ryan Roberto é visto como um dos talentos mais brilhantes da geração 2008. No entanto, o staff do atleta entende que o caminho para o profissional no Flamengo está “congestionado”.
Sem uma perspectiva clara de integração e com o contrato vencendo em março de 2027, o jogador indica que irá buscar novos ares antes mesmo de estrear junto ao elenco principal. Agora, o receio de torcedores é que Ryan siga os passos de outros nomes que saíram cedo e se destacaram fora do Fla.
O cenário se torna ainda mais complexo quando olhamos para clubes como o Grêmio, que mesmo em situações de pressão, lançou 11 jovens nesta temporada, ou o Vasco, que utilizou 12 nomes sub-23, incluindo jogadores titulares e com alta minutagem, como Cauan Barros.
O Flamengo é, reconhecidamente, uma das bases que mais fatura no mundo. As vendas de joias sustentam parte do orçamento bilionário do clube, menos do que em anos anteriores , mas ainda relevante. Contudo, o debate que surge entre os torcedores é o custo técnico.
Enquanto times colocam garotos de 17 e 19 anos para decidirem jogos e dão rodagem para mais de 10 atletas da base no principal torneio do país, o Flamengo mantém uma estrutura de contratações pesadas que, por vezes, ignora o talento “em casa”.
O silêncio do clube sobre a situação de Ryan Roberto e a falta de minutos para outros destaques do Sub-20 acendem o alerta: o Flamengo perdeu a capacidade de transição?
Com as propostas da Europa e o contrato de Ryan entrando na reta final, o Flamengo corre contra o tempo para não perder um ativo valioso de graça ou por um valor abaixo de mercado.
Mais do que isso, o clube precisa responder à pergunta que ecoa na arquibancada: de que adianta ter muitos talentos na base, se os frutos colhidos quase nunca vestem o Manto Sagrado no profissional?
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