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·05 de agosto de 2026

Partido português pede retirada de Marrocos como país-sede da Copa de 2030

Imagem do artigo:Partido português pede retirada de Marrocos como país-sede da Copa de 2030

O partido português Livre solicitou ao governo de Portugal que reconsidere a organização conjunta da Copa do Mundo de 2030 com Marrocos. Nesta quarta-feira (5), Jorge Pinto, porta-voz do partido, enviou uma carta ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, e ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, solicitando que o país abandone a parceria com o governo marroquino após a recente crise migratória registrada em Ceuta.


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Segundo o partido, os acontecimentos na fronteira entre Marrocos e o território espanhol levantam dúvidas sobre a manutenção da candidatura conjunta, que também conta com a Espanha. Além disso, o Livre afirma que Portugal deve levar em consideração questões relacionadas aos direitos humanos, à estabilidade política e à segurança.

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Comunicado do partido Livre, de Portugal, pedindo a retirada de Marrocos como um dos países-sede da Copa de 2030 – Foto: reprodução

Espanhóis também adotam o mesmo discurso

Na carta, inclusive, a legenda também pede que o governo português discuta o tema com as autoridades espanholas e com a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). O objetivo é avaliar os impactos da permanência de Marrocos como um dos países-sede e evitar problemas na organização do Mundial.

“Um regime que usa as fronteiras como instrumento de pressão política não reúne as condições para ser parceiro na organização de um evento que depende da cooperação, da confiança e da livre circulação entre países”, informa um trecho do comunicado do partido.

“A Fifa não pode agir como se nada tivesse acontecido. Cabe-lhe, juntamente com os países organizadores, avaliar se continuam reunidas as condições para manter esta parceria”, completa o texto.

O debate também ganhou força na Espanha. O partido Sumar apresentou um pedido no Congresso espanhol para que  Marrocos seja excluído. Paralelamente, dirigentes da RFEF demonstram preocupação com a possibilidade de a final do Mundial deixar Madri e ser disputada em Rabat. Esta hipótese, inclusive, ganhou força nos bastidores nas últimas semanas por causa da briga política que envolve a Fifa. O motivo seria uma tentativa de o presidente Gianni Infantino ter o apoio das federações africanas.

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