Jogada10
·12 de junho de 2026
‘Patinho feio’, artilheiro com mais de 450 gols volta a disputar a Copa do Mundo

In partnership with
Yahoo sportsJogada10
·12 de junho de 2026

Para muitos, Edin Dzeko já é uma lenda do futebol. Para outros, é o nome de um jogador pouco valorizado. O bósnio de 40 anos, afinal, volta a disputar uma Copa do Mundo contra todos os prognósticos e vai estar em campo nesta sexta-feira, às 16h, contra o Canadá, em Toronto. E seus números na carreira assustam.
Entre os artilheiros presentes no Mundial, Dzeko é simplesmente o quinto maior em atividade no mundo, com 456 gols anotados na carreira. Está atrás de Cristiano Ronaldo (973 gols), Messi (912), Lewandowski (733) e Harry Kane (515 gols). No total, ocupa a oitava posição nesta lista, tendo também Luís Suárez, Karim Benzema e Edinson Cavani à sua frente. Os três estão aposentados de suas seleções, mas seguem sob contrato com seus respectivos clubes.
Com passagens por Inter de Milão, Roma e Manchester City, o atacante defende o Schalke 04, que disputa a 2. Bundesliga, o equivalente à Série B alemã. Não viveu uma grande temporada e está em declínio, mas é um dos líderes de sua seleção, que surpreendeu a Itália na repescagem europeia. Entre as estrelas com quem disputa espaço, Dzeko é o “patinho feio”, sem o mesmo destaque por seus feitos. O fato de ter 1,93m e não contar com tanto refino técnico contribui para isso.

Dzeko celebra um gol pela Bósnia em partida contra País de Gales – Foto: Warren Little/Getty Images
Dzeko faz parte de uma geração que experimentou a guerra. A duras penas, a Bósnia se tornou independente durante a década de 90, quando ele era apenas uma criança. Caso semelhança ao do tenista Novak Djokovic, que nasceu na parte sérvia da antiga Iugoslávia e sempre relata suas memórias com o barulho das bombas.
Dias antes do Mundial, Dzeko publicou um texto no site The Players Tribune em que fala sobre a superação das dificuldades para realizar seu sonho.
“Cresci em meio à guerra. De repente, eu estava vivendo um conto de fadas. Parecia tão impossível que eu nem sequer sonhava com isso (…) Eu era um menino que poderia ter tido um destino diferente”, relatou.
A única Copa do Mundo no currículo de Dzeko é a do Brasil, em 2014. Na ocasião, atravessava ótimo momento, tinha 28 anos e marcou um gol na vitória por 3 a 1 sobre o Irã. A Bósnia, entretanto, caiu logo na fase de grupos.
De lá para cá, o atacante manteve a boa média de gols por algumas temporadas, principalmente em 2016/17, pela Roma, quando balançou as redes 37 vezes. Pela seleção, no total, Dzeko fez 73 gols e, por isso, é considerado um herói nacional.
Além de Canadá e Bósnia, o Grupo B conta com a favorita Suíça e o Catar, que só estreiam na Copa do Mundo neste sábado.







































