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·28 de setembro de 2026
Peñarol: o gigante uruguaio que hoje é símbolo de decadência

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Nesta segunda-feira (28), o Peñarol Atlético Club completa 135 anos. Fundado em 28 de setembro de 1891, a equipe se tornou uma das maiores do futebol uruguaio e da América do Sul, mas hoje é sinônimo de decadência, vivendo longe de seus tempos áureos no cenário sul-americano.
São 67 títulos oficiais, sendo cinco taças da Libertadores, três do Intercontinental e 54 do campeonato local, assumindo o posto de maior campeão do país. Hoje em dia, o Peñarol acumula resultados que não condizem com sua grandeza na Libertadores e vem de uma campanha decepcionante em 2026.
Desde os primórdios o Peñarol é uma das maiores equipes de futebol da América do Sul. Foi o primeiro vencedor da Libertadores, em 1960 e é o terceiro maior campeão, com cinco taças, atrás apenas de Independiente, com sete, e Boca Juniors, com seis. É, também, o clube que mais vezes venceu o Intercontinental, ao lado de Milan, Real, Boca e Nacional.
No cenário uruguaio, o contexto é de dominância ampla. O Peñarol venceu o campeonato local 54 vezes, deixando o Nacional, maior rival e segundo maior campeão, para trás com 50 taças. Na Supercopa Uruguaia, a equipe aurinegra soma três taças, tal qual Nacional e Liverpool Montevideo.
Por algum tempo, o clube da capital uruguaia foi algoz das equipes brasileiras. O Peñarol já enfrentou 16 clubes do Brasil em 102 partidas e é superior no retrospecto contra Flamengo e São Paulo, com cinco vitórias em oito jogos contra os cariocas e três triunfos em seis embates frente aos paulistas.
Grandes nomes do futebol uruguaio, como Juan Schiaffino e Ghiggia, destaques do Uruguai no Maracanazzo em 1950, Alberto Spencer, maior artilheiro da história da Libertadores, Pedro Rocha, ídolo do São Paulo, e Diego Forlán, um dos últimos grandes jogadores da Celeste, vestiram preto e amarelo.
Apesar das glórias do passado, o Peñarol não vive seus melhores momentos no futebol, mas é consistente no Uruguai. Depois de perder a final do Campeonato Uruguaio para o rival Nacional na última temporada, o clube aurinegro vê o Montevideo City disparar na ponta na Clausura, enquanto os Manyas vêm na terceira posição.
Na Apertura, o Peñarol ficou na quarta colocação com 27 pontos em 15 jogos. No Torneo Intermedio, a equipe liderou o Grupo A e venceu o Montevideo Wanderers na decisão. A equipe briga por uma vaga na Libertadores na Tabela Anual, que soma os pontos da Apertura e da Clausura, e ainda sonha com o título uruguaio, mas esse objetivo parece mais distante.
Levando em conta toda a disputa do Campeonato Uruguaio, o Peñarol soma 18 vitórias, cinco empates e seis derrotas, números que o colocam atrás apenas do Racing na somatória de Apertura e Clausura. Abel Hernández e Arezo, velhos conhecidos do futebol gaúcho, lideram o clube na campanha local.
No cenário internacional, porém, a situação é preocupante. O Peñarol foi eliminado na primeira fase da Libertadores de 2026 com apenas três pontos ganhos em 2026, na quarta colocação do Grupo E, ao lado de Corinthians, Platense e Santa Fe, sem qualquer vitória.
Desde que chegaram à final da competição em 2011, quando foram vice-campeões contra o Santos, os uruguaios disputaram 13 edições da competição, mas só avançaram ao mata-mata em duas delas. Em 2024, chegou a uma inesperada semifinal e parou no Botafogo, enquanto, um ano depois, caiu nas oitavas para o Racing Club.
Os momentos turbulentos do Peñarol são um reflexo da crise que o futebol uruguaio vive recentemente. O Nacional, maior rival dos Manyas e também gigante no cenário local e sul-americano, também decepcionou em 2026, caindo ainda nos play-offs da Sul-Americana. A seleção é outra que não vem bem, parando na fase de grupos da Copa do Mundo, atrás de Curaçao.







































