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Papo na Colina

·17 de agosto de 2026

“Pesadelo”: Pedro Emanuel detalha revés do Vasco, baque mental e cautela com a base

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O técnico Pedro Emanuel analisou de forma contundente os problemas táticos e psicológicos do Vasco após a dura derrota por 3 a 0 para o Santos, em pleno estádio de São Januário, em confronto direto pelo Campeonato Brasileiro. Na avaliação do comandante português nesta segunda-feira (17), a atuação da equipe dividiu-se claramente em dois momentos: a postura inicial de controle do jogo e a completa desestruturação coletiva após sofrer o primeiro gol, marcado por Gabriel Barbosa.

Para o treinador, o elenco vascaíno acusou severamente o golpe emocional ao sair atrás no placar, ressaltando que o aspecto mental possui o mesmo peso das questões táticas e físicas dentro de campo. Pedro Emanuel lamentou a ineficiência do setor de ataque, destacando que a equipe repetiu o roteiro recente de criar oportunidades claras e não conseguir balançar as redes adversárias :


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“Hoje tivemos dois jogos. Um jogo até levarmos o primeiro gol, nós sabíamos que teríamos dificuldades contra o Santos, é natural. Nos preparamos para ter a bola e não permitir contra-ataques, acho que o conseguimos fazer (até o primeiro gol). A diferença tem a ver com eficácia. Tivemos oportunidades e não conseguimos fazer, já sei que vocês vão me perguntar isso (falta de gols), é preocupante para nós. Não marcamos há três jogos. De fato criamos muitas oportunidades, hoje essas podiam levar ao conforto que deu o conforto ao Santos. O jogo pode se transformar em um paraíso ou um pesadelo.”

Ineficiência do ataque do Vasco e análise das substituições

Ao aprofundar o debate sobre o jejum ofensivo, Pedro Emanuel reforçou que o Vasco produziu volume suficiente no início do segundo tempo para alterar a história do confronto. Ele explicou as mexidas feitas ao longo do duelo, citando lances pontuais de perigo construídos por nomes como Tchê Tchê e Robert, e destacou que a oscilação faz parte do processo de reconstrução do grupo :

“Normalmente, nós tendemos a analisar o jogo de uma forma geral, mais completa. E, até o momento em que sofremos o gol, estávamos claramente por cima no jogo. As alterações que eu faço são no sentido de injetar energia, de nos dar um pouco mais de profundidade, de podermos empurrar um pouco mais o Santos para trás, mesmo tendo criado logo no início duas ou três situações. Eu me lembro, assim de cabeça, do Tchê Tchê logo no início do segundo tempo, lembro do Robert com um cruzamento. Agora, não conseguimos ser eficazes. E isso, só com trabalho. E digo já: nem ontem achava que éramos a melhor equipe do mundo, nem hoje acho que somos a pior. Sabemos qual é o nosso caminho. Sabemos que temos esses tropeços duros, são muito duros, não vou mentir. Estou com o mesmo sentimento com que toda a nossa torcida saiu daqui do estádio. Acho que fizemos o suficiente, mas, no fim, esse resultado é penalizador demais. Mas é a realidade, e temos que seguir em frente.”

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Pedro Emanuel lamentou a derrota do Vasco para o Santos – Foto: Matheus Lima / Vasco

Cautela no uso dos garotos da base e excesso de confiança

Questionado sobre dar mais espaço aos jovens da base do Vasco para solucionar a seca de gols, Pedro Emanuel pregou cautela para não pular processos de formação. O treinador admitiu que há talentos promissores trabalhando no dia a dia, mas ressaltou a importância de inseri-los no momento tático adequado para não sobrecarregar os atletas :

“Nós percebemos perfeitamente a qualidade que temos na base. Mas não quero queimar etapas. Eu quero promover a base, dando oportunidades nos momentos certos. Acredito muito que há qualidade ali. Alguns treinam conosco e tem muita gente boa ali. Não são só o futuro, mas serão o presente do Vasco. Hoje era um jogo muito específico, a ideia era fazer algo e às vezes surge um revés, que foi o gol (do Santos), que altera o comportamento da equipe. Tínhamos tempo para alterar o rumo dos acontecimentos, e vamos melhorar nisso. O primeiro gol foi penalizador para nós. Estávamos bem confortáveis, e às vezes o excesso de confiança faz mal no futebol.”

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