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·08 de maio de 2026
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Uma pesquisa da casa de apostas Superbet com 56 jogadores brasileiros de clubes das Séries A, B, C e D revelou a importância que os atletas dão à música na preparação mental e quais os estilos fazem mais sucesso entre os boleiros.
A maioria afirmou colocar música nos fones de ouvido para buscar concentração (46,4%) e motivação (42,9%). Nesse cenário, o gênero musical favorito dos jogadores é o Gospel (33,9%), seguido de perto pelo Funk (21,4%).

A neurociência valida essa prática. Ouvir música libera dopamina (prazer), reduz o cortisol (estresse) e regula a adrenalina. Na prática, isso diminui a ansiedade e melhora o controle emocional sob pressão.
“A música desenvolve capacidades como percepção espacial, coordenação motora, tomada de decisão e controle emocional. Esses elementos são fundamentais para atletas, e o nível de domínio de cada um deles faz diferença direta no rendimento e na qualidade do desempenho”, afirmou o neurocientista, músico e professor Allan Christian.
Psicólogos do esporte usam a música estrategicamente. Eles montam playlists que começam tranquilas para baixar a ansiedade e vão acelerando para "pilhar" o atleta no nível ideal antes de pisar no gramado.
“Colocar uma música mais animada vai trazendo aquela energia. Então, se o atleta está muito tranquilo, ele pode ir aumentando a energia com uma música mais animada, uma música que vai trazendo esse ideal”, contou a psicóloga do esporte e clínica Jaciara Alves Paz.
O sucesso do Gospel está ligado à criação de um diálogo interno positivo. O gênero traz uma sensação de conforto e proteção espiritual, essencial para lidar com a imprevisibilidade de uma partida.

O som coletivo também tem seu papel. Caixas de som nos vestiários ajudam a unir e motivar o elenco, como relatado por ex-jogadores que usavam rap ou funk para dar um "gás" extra no aquecimento.
Mas a utilidade da música se estende também ao pós-jogo. Playlists relaxantes são usadas na recuperação para ajudar o cérebro a "desligar" e garantir uma boa noite de sono, provando que a música dita o ritmo do desempenho dentro e fora de campo.

Jô, ex-atacante da Seleção Brasileira e clubes como Corinthians, Inter e Atlético-MG, contou em entrevista para a Superbet como ouvir música na caixa de som no vestiário ajudava os jogadores do Galo em sua passagem pela equipe de Belo Horizonte.
“No Atlético-MG, a gente sempre tinha um ritual no aquecimento de deixar a caixinha de som ali ligada. Até o próprio Carlinhos Neves (preparador físico) gostava. Ele pedia para a gente deixar ligada e eu sempre colocava Racionais MC's. Dava aquele gás a mais, aquela adrenalina maior, bem ali no aquecimento", relembrou.
O ex-atacante contou que chegou a colocar funk para seus companheiros de clubes no exterior ouvirem antes dos jogos. “No Manchester City (Inglaterra), os jogadores me pediram pra colocar a música que eles gostavam (funk) no pós-jogo. No Japão, a mesma coisa, eu botava às vezes antes do jogo e eles sempre gostavam”.
📸 Jared C. Tilton - 2026 Getty Images
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