Território MLS
·20 de agosto de 2026
Philadelphia Union e Inter Miami empatam em jogo maluco com Messi, VAR e confusão no fim

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·20 de agosto de 2026

Union criou mais, teve gol anulado e desperdiçou grandes oportunidades; Messi marcou pelo Miami e partida terminou com Cavan Sullivan e Yannick Bright expulsos.
Philadelphia Union e Inter Miami protagonizaram mais um capítulo movimentado do confronto entre as equipes. Na noite desta quarta-feira (19), no Subaru Park, os times empataram por 2 a 2, pela 20ª rodada da MLS.
Indiana Vassilev abriu o placar para o Union, mas Dániel Pintér e Lionel Messi viraram para o Miami ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Neil Pierre empatou de cabeça e Milan Iloski chegou a marcar o terceiro, anulado por impedimento.
Nos acréscimos, uma confusão envolvendo jogadores das duas equipes terminou com Cavan Sullivan e Yannick Bright expulsos.
Mais uma vez, Philadelphia e Miami entregaram um jogo caótico. Depois do 3 a 3 em 2025 e do 6 a 4 no primeiro encontro de 2026, o reencontro teve quatro gols, chances desperdiçadas, VAR e briga no último lance.
O Philadelphia começou melhor e abriu o placar aos 10 minutos em uma ótima construção pelo lado direito. Cavan Sullivan recebeu mais atrás e percebeu a ultrapassagem de Frankie Westfield, colocando o lateral nas costas da defesa. Westfield dominou e cruzou; Bruno Damiani não conseguiu alcançar, mas Indiana Vassilev apareceu do outro lado para completar.
1 a 0 Union.
Pouco depois, o Philadelphia mostrou outra de suas virtudes. O Inter Miami subiu suas linhas para pressionar a saída de bola, mas o Union conseguiu escapar com qualidade. Andre Blake iniciou com Nathan Harriel, que combinou com Jesús Bueno antes de encontrar Milan Iloski entre as linhas.
Iloski deu um belo toque de calcanhar para Bruno Damiani sair cara a cara com Dayne St. Clair, mas o goleiro salvou o Miami.
Foi apenas uma das grandes oportunidades desperdiçadas pelo Philadelphia durante a partida.
E o castigo veio rapidamente.
O Miami trabalhou pelo lado esquerdo e, depois de uma tentativa ruim de corte de Neil Pierre, recuperou a bola. Messi recebeu pela direita, cortou para sua canhota e encontrou Luis Suárez do outro lado da área. O uruguaio cabeceou para o meio e Dániel Pintér apareceu livre para empatar aos 20 minutos.
Cinco minutos depois, o Miami mostrou novamente sua eficiência.
Após uma longa troca de passes, Ian Fray apareceu por dentro e encontrou Lionel Messi livre pelo lado direito da área. Kai Wagner acompanhou a jogada, mas o argentino cortou para o meio e finalizou de canhota.
2 a 1 Inter Miami.
Mesmo atrás, o Union continuou encontrando espaços. Na bola parada, Kai Wagner cobrou escanteio e Frankie Westfield cabeceou com muito perigo, com Sergio Reguilón aparecendo próximo da linha.
O Philadelphia também conseguiu recuperar diversas bolas no campo ofensivo, mantendo o Miami sob pressão durante boa parte da primeira etapa.
O segundo tempo começou com o Philadelphia ainda mais agressivo.
Cavan Sullivan passou a criar enormes dificuldades para Sergio Reguilón pelo lado direito do ataque do Union, vencendo confrontos individuais e forçando o espanhol a defender cada vez mais próximo da própria área.
E a bola parada começou a decidir.
Aos 57 minutos, Milan Iloski cobrou uma falta extremamente fechada e Neil Pierre apareceu mergulhando para cabecear rente ao gramado.
2 a 2.
Poucos minutos depois, Pierre quase marcou novamente.
Kai Wagner levantou outra falta na área, o zagueiro subiu bem e obrigou St. Clair a fazer grande defesa. No rebote, Iloski colocou para dentro.
O Union comemorou a virada, mas o VAR identificou impedimento de Neil Pierre na origem da jogada.
Gol corretamente anulado.
O Philadelphia continuou criando, enquanto o Miami respondeu principalmente quando conseguia escapar da pressão e trabalhar a bola com paciência. Messi encontrou Pintér em profundidade em uma das melhores oportunidades da equipe na segunda etapa, mas Andre Blake saiu muito bem para fazer a defesa.
A principal chance da vitória, porém, foi do Union.
Após bela construção coletiva, a bola chegou até Milan Iloski cara a cara com St. Clair. O atacante ainda tinha Danley Jean Jacques e Bruno Damiani aparecendo como opções, mas escolheu finalizar.
St. Clair defendeu.
Damiani tentou aproveitar o rebote, mas Reguilón apareceu de carrinho.
Mais uma grande oportunidade desperdiçada por Iloski, que já vinha sofrendo com a eficiência nas partidas anteriores.
Aos 77, o Philadelphia chegou novamente. Damiani lançou Iloski em velocidade, o atacante ganhou de Reguilón e encontrou Cavan Sullivan chegando pelo meio. Cercado pela defesa, Cavan finalizou de primeira e mandou muito perto do gol.
Nos acréscimos, o jogo saiu completamente do controle.
Quinn Sullivan caiu dentro da área após disputa com Yannick Bright e, ainda no chão, acabou se envolvendo em uma confusão com Ian Fray.
Cavan Sullivan correu para defender o irmão, enquanto Bright também entrou no tumulto.
A discussão rapidamente se transformou em confronto físico.
Após longa revisão da arbitragem, Cavan Sullivan e Yannick Bright foram expulsos, enquanto Quinn Sullivan e Ian Fray receberam cartões amarelos.
A confusão ainda se estendeu para a área interna do estádio após os jogadores deixarem o gramado.
Pouco depois, o árbitro encerrou a partida.
Philadelphia Union 2 x 2 Inter Miami.
Mais um encontro completamente imprevisível entre duas equipes que, recentemente, parecem incapazes de fazer um jogo tranquilo.
Talvez não tenha sido uma das partidas mais participativas de Lionel Messi.
Mas foi mais uma partida decisiva.
O argentino participou da construção do primeiro gol, encontrando Luis Suárez antes da assistência para Dániel Pintér, e marcou o segundo com uma jogada característica: recebeu pela direita, trouxe para a canhota e encontrou o espaço para finalizar.
Gol e participação direta na construção do outro.
O Union conseguiu limitar bastante o volume ofensivo do Inter Miami, que terminou com apenas cinco finalizações. Ainda assim, quando Messi teve espaço, precisou de muito pouco para mudar o jogo.
Mais uma atuação que mostra o quanto Kai Wagner altera o nível do Philadelphia Union.
Defensivamente, teve uma das tarefas mais difíceis possíveis: acompanhar Lionel Messi.
Ofensivamente, porém, foi uma das principais armas da equipe.
Foram quatro chances criadas e uma grande chance criada, além de uma sequência de cobranças de bola parada que colocou a defesa do Miami sob enorme pressão durante o segundo tempo.
O gol de Neil Pierre nasce dessa força, assim como a jogada que quase terminou na virada de Iloski.
Com Wagner em campo, qualquer falta ou escanteio próximo da área se transforma em uma oportunidade real.
Se Wagner teve dificuldades naturais defensivamente pela qualidade de Messi, Frankie Westfield conseguiu combinar uma excelente atuação defensiva com enorme participação ofensiva.
Foi dele a ultrapassagem e o cruzamento que originaram o primeiro gol do Philadelphia.
Terminou a partida com uma assistência e duas grandes chances criadas, além de formar uma dobradinha extremamente agressiva com Cavan Sullivan pelo lado direito.
Mais uma atuação de alto nível do jovem lateral.
Foi uma noite muito difícil para Sergio Reguilón.
Principalmente quando precisou lidar com Cavan Sullivan e Frankie Westfield simultaneamente.
A dupla atacou constantemente o setor defendido pelo espanhol, que passou boa parte da partida reagindo às jogadas do Union e encontrou enormes dificuldades nos confrontos individuais contra Cavan.
O camisa 6 completou três dos quatro dribles que tentou e criou três chances durante a partida.
Reguilón continua oferecendo experiência e qualidade ao elenco, mas a disputa pela posição começa a ficar cada vez mais interessante.
Noah Allen pede passagem.
E, se o jovem mantiver o nível das últimas atuações, o Inter Miami precisará encontrar uma maneira de acomodar seus melhores defensores em campo.
A sequência de quatro vitórias acabou.
Mas a invencibilidade continua.
São agora cinco jogos sem perder na MLS desde a retomada pós-Copa, e talvez mais importante do que os resultados seja perceber que o Philadelphia Union finalmente possui uma identidade muito clara.
O Union não precisa da bola para controlar uma partida.
Contra o Inter Miami, teve apenas 43% de posse e, ainda assim, terminou com 17 finalizações contra cinco, maior xG e muito mais volume ofensivo.
É exatamente isso que Ryan Richter vem construindo.
Pressão constante, recuperações no campo adversário, aceleração rápida após recuperar a posse e muita intensidade nos duelos.
Contra um Inter Miami acostumado a controlar partidas com qualidade técnica e longas sequências de passes, o Philadelphia conseguiu reduzir drasticamente o número de chegadas adversárias.
O meio-campo teve papel fundamental.
Mesmo sem Jovan Lukić, Jesús Bueno mostrou novamente que pode cumprir a função em alto nível, dando força física e intensidade ao setor ao lado de Danley Jean Jacques.
Hoje, Richter possui diferentes opções para montar esse meio sem perder a característica agressiva da equipe.
Existe também um protagonismo cada vez mais dividido.
Kai Wagner domina a bola parada. Frankie Westfield cresce pela direita. Cavan Sullivan cria e vence duelos. Bruno Damiani continua mostrando evolução. E Milan Iloski, mesmo atravessando um momento ruim nas finalizações, voltou a produzir muito ofensivamente.
Iloski criou cinco chances e três grandes oportunidades para os companheiros.
O problema está justamente no outro lado dessa equação.
O Philadelphia está perdendo gols demais.
Não foi apenas contra o Miami.
Iloski desperdiçou duas grandes oportunidades contra o NYCFC, já havia perdido outra contra o Atlanta United e voltou a ter uma chance claríssima no Subaru Park.
Cavan também passou por situações semelhantes em partidas anteriores, Damiani e Alladoh nem se falam.
Criar muito é excelente.
Criar muito e precisar de dez oportunidades para marcar começa a se tornar perigoso.
Contra o Miami, foram 8 grandes chances criadas, para apenas 2 gols!
Esse é provavelmente o próximo passo da evolução dessa equipe: transformar domínio territorial e volume ofensivo em uma eficiência maior.
Porque a estrutura existe.
A identidade existe.
E até uma nova arma começa a aparecer.
Kai Wagner cobrando para Neil Pierre.
O zagueiro marcou uma vez, teve outro gol anulado e voltou a ameaçar pelo alto. Com Wagner e Iloski colocando bolas de qualidade na área, o Philadelphia ganhou uma ferramenta que pode decidir partidas equilibradas.
Foi uma ótima atuação do Union dentro daquilo que essa equipe se propõe a ser.
Só faltou transformar superioridade em vitória.
Do outro lado, os problemas defensivos continuam.
Mesmo com boas atuações individuais de jogadores como Ian Fray, Maximiliano Falcón e até Casemiro protegendo o setor, o Inter Miami voltou a permitir que o adversário criasse demais.
E isso não é novidade.
O adversário chega.
O adversário finaliza.
O adversário encontra espaço.
Contra o Philadelphia, foram 17 finalizações concedidas e 2,59 de xG.
Para uma equipe que pretende disputar o Supporters’ Shield e chegar forte aos playoffs, é um número difícil de sustentar.
A diferença é que o ataque continua sendo absurdamente eficiente.
Foram apenas cinco finalizações.
Três foram no gol.
Duas entraram.
Quando o Miami consegue escapar da pressão adversária e levar a bola até Messi, Suárez, Pintér ou Segovia, qualquer chegada pode virar gol.
E começa também a ficar mais clara uma identidade própria na construção.
O Miami tem utilizado cada vez mais longas sequências de passes, paciência e movimentação constante para encontrar o espaço, quase um jogo de posição baseado em atrair a pressão antes de acelerar.
Os dois gols no Subaru Park nasceram justamente dessa ideia.
No primeiro, a equipe trabalhou até Messi conseguir receber e mudar o lado da jogada.
No segundo, a sequência de passes trouxe Ian Fray para uma região central antes do passe para Messi.
Existe muita qualidade com a bola.
O desafio continua sendo aquilo que acontece quando o Miami não a tem.
Na leitura do Território MLS, a expulsão de Yannick Bright é compreensível, enquanto o vermelho direto para Cavan Sullivan parece pesado.
Cavan entrou na confusão para retirar um adversário de cima de Quinn Sullivan, seu irmão, e acabou entrando em confronto com Bright.
O volante do Miami foi quem elevou o nível da discussão para o contato físico mais agressivo, atingindo Cavan durante o tumulto.
Isso não significa que Cavan deveria ter entrado na confusão.
Não deveria.
Um cartão amarelo pela participação no tumulto seria compreensível.
Mas colocar sua conduta no mesmo nível daquela apresentada por Bright parece uma punição excessiva.
Agora, o Union pagará também esportivamente pelo episódio.
Cavan estará suspenso no próximo compromisso.
O empate mantém o Philadelphia Union na 13ª colocação da Conferência Leste, agora com 20 pontos em 20 partidas.
A briga começa a ficar cada vez mais apertada.
Toronto FC chegou aos 21 pontos, Orlando City também aparece próximo dessa faixa e o Columbus Crew permanece diretamente ao alcance do Philadelphia.
Depois de começar a temporada muito distante da disputa, o Union está finalmente encostando no bloco que briga pelas últimas vagas da pós-temporada.
A equipe terá pouco tempo para descansar.
Já neste sábado (22), às 21h30 (horário de Brasília), o Philadelphia visita o Austin FC no Q2 Stadium.
Ryan Richter já sabe que não contará com Cavan Sullivan, suspenso após a expulsão contra o Miami.
O Inter Miami, por sua vez, chega aos 39 pontos em 20 partidas e vê o Nashville abrir vantagem na disputa pelas primeiras posições, chegando aos 46.
Também no sábado (22), o Miami recebe o Toronto FC, às 20h30, em seu próximo compromisso pela MLS.
Depois de sobreviver à pressão do Union com apenas cinco finalizações, o Miami volta para casa sabendo que sua eficiência ofensiva continua entre as melhores da liga.
Mas também sabendo que sua defesa continua oferecendo oportunidades demais.







































