Central do Timão
·01 de fevereiro de 2026
Piccinato destaca peso histórico da final e projeta Corinthians preparado para decisão mundial

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Às vésperas da decisão da Copa das Campeãs, Lucas Piccinato tratou o confronto contra o Arsenal como o momento mais marcante da trajetória recente do futebol feminino do Corinthians. Em entrevista concedida antes da final, o treinador destacou o caráter histórico da partida e relembrou o caminho construído pelo clube até alcançar a disputa pelo título mundial.
“Acho, sim, que esse é o jogo mais importante da nossa história. Uma partida de caráter mundial como essa não tem como não ser a mais importante. A gente foi subindo degrau por degrau, porque fomos campeões da Libertadores em 2025, em jogos que, naquele momento, eram os mais importantes da nossa história. A gente só chegou à Libertadores de 2025 porque venceu o Brasileiro de 2024, e aquele também foi um jogo de muita importância. Cada degrau desse processo faz com que o gosto de estar aqui seja ainda mais saboroso e viver esse momento seja ainda mais especial. É uma pressão muito grande, com certeza, porque é uma final. Mas estamos muito preparados para vir aqui no domingo e tentar fazer uma grande partida, como a camisa do Corinthians merece e como o nosso torcedor merece, para nos colocar em condição de ser campeão”, disse.

Foto: Rodrigo Gazzanel / Ag. Corinthians
Ao falar sobre a preparação para o torneio, Piccinato explicou que o foco foi ampliar as formas de controle de jogo, levando em conta o nível dos adversários enfrentados na competição internacional.
“Acho que a principal diferença na forma como nos preparamos para essa competição foi trabalhar a cabeça do grupo no sentido de que existem várias maneiras de controlar uma partida de futebol. É óbvio que, dentro do nosso país, a gente acaba controlando muitos jogos com a posse de bola, envolvendo os adversários e empurrando-os para trás. Mas a gente sabia do nível de dificuldade que enfrentaria aqui: campeão americano; campeão da Champions League”, destacou o treinador.
O comandante alvinegro detalhou a estratégia adotada na semifinal diante do Gotham FC, ressaltando o equilíbrio defensivo como peça-chave para neutralizar o adversário.
“Manter uma postura que, talvez, nos frustrasse dentro da partida poderia tirar esse controle que gostaríamos de ter no jogo. Na primeira partida, a ideia foi controlar o confronto pelo aspecto defensivo e inibir o Gotham de criar oportunidades. O Gotham finalizou muitas vezes, mas a Lelê não fez nenhuma defesa, e esse era o nosso objetivo: proteger o funil, proteger a área. E, obviamente, trabalhar as transições e as escapadas, para que pudéssemos criar boas oportunidades. Acho que fizemos isso muito bem, principalmente em dois tempos – em um deles um pouco menos -, fico feliz que a proposta de jogo tenha dado certo”, complementou.
Pensando já na decisão, Piccinato apontou que o Arsenal apresenta características semelhantes ao time norte-americano, mas com um nível de eficiência ainda maior.
“Agora, enfrentamos uma equipe que também gosta muito da posse de bola, como o Gotham, e vamos precisar jogar com inteligência para saber controlar as ações da partida, sem deixar que o adversário se sinta confortável, crie oportunidades e faça a nossa defesa e a nossa goleira trabalharem. Precisamos controlar bem esse bloco e aproveitar as chances de contra-ataque”, pontuou o técnico do Corinthians.
“A grande diferença do Arsenal para o Gotham é que o Arsenal erra menos. Parece ser um time com mais equilíbrio neste momento, o que é normal pelo estágio da temporada. O Arsenal está no meio da sua temporada, enquanto o Gotham estava, assim como nós, voltando de férias. Quando você está em ritmo de jogo, isso facilita para errar menos. Esse será um grande desafio: enfrentar um time que erra menos do que o anterior, que já era um grande time”, emendou.
Mesmo atuando no Emirates Stadium, Piccinato afirmou que o Corinthians está preparado para lidar com o ambiente e confia na presença da torcida alvinegra.
“Jogando no estádio do Arsenal, contra o Arsenal, acho que não é para qualquer grupo. A gente valoriza muito esse momento que está vivendo e sabe que, com certeza, haverá um público um pouco mais contra a gente. Ainda assim, acredito que a Fiel vai comparecer e fazer a festa que costuma fazer, como aconteceu no outro jogo. Independentemente desse ambiente, acredito que estaremos muito preparados para fazer uma grande apresentação aqui no domingo e proporcionar um grande espetáculo”, comentou o técnico do Corinthians.
Outro ponto destacado pelo treinador foi a bagagem internacional de parte do elenco. O Corinthians conta atualmente com jogadoras que integraram a Seleção Brasileira medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de 2024, fator considerado relevante para um confronto deste porte.
“Nossas jogadoras já tiveram o privilégio de disputar uma final olímpica, de estar em grandes jogos pela Seleção Brasileira. Mas, mesmo assim, toda vez que você vive um momento como esse, a gente tem que aproveitar muito, porque são momentos muito raros dentro do futebol. Com certeza, o domingo vai ser um momento de muita pressão, porque a gente quer muito ser campeão. Trabalhamos muito para chegar até aqui e estar preparado para isso. Mas, ao mesmo tempo, a gente quer aproveitar cada detalhe do jogo, cada detalhe do pré-jogo, cada momento que vamos viver, porque, com certeza, será um momento histórico para todo mundo que está aqui”, pontuou o técnico do Corinthians.
Entre as atletas que conquistaram a medalha olímpica e hoje defendem o clube estão Tamires, Thais Ferreira, Ana Vitória e Duda Sampaio. Além delas, outras jogadoras do elenco vice-campeão olímpico já passaram pelo Parque São Jorge.
Com o elenco completo à disposição, a tendência é que Piccinato utilize força máxima na decisão contra o Arsenal. Em caso de vitória, o Corinthians se tornará o primeiro campeão mundial da história do futebol feminino.
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