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·19 de agosto de 2026

Pioneiro na Itália, Suzuki será primeiro goleiro japonês também na Premier League

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Zion Suzuki, de 23 anos, segue quebrando barreiras na Europa. Destaque na última Copa do Mundo, Suzuki foi o primeiro goleiro japonês a atuar na Serie A italiana, pelo Parma. Agora vai ser pioneiro também na Premier League, depois de assinar com o Aston Villa.

Apesar de jovem - e em uma posição que normalmente pede experiência - Suzuki tem demonstrado talento capaz de atrair gigantes pela Europa. O PSG chegou a negociar com o goleiro e esteve próximo de um acordo. Mas foi o Aston Villa que acabou por selar a transferência, que pode chegar aos 35 milhões de euros com bônus incluídos.


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Zion Suzuki foi titular do Japão na Copa do Mundo de 2026. Foram quatro jogos no torneio, que terminou com eliminação para o Brasil. Apesar da queda na primeira eliminatória, o goleiro terminou como um dos grandes nomes da Copa em sua posição.

Uma carreira em ascensão constante

A história de Suzuki costuma gerar curiosidade. O goleiro, afinal, nasceu na realidade nos Estados Unidos, com um pai ganês e uma mãe japonesa. Recebeu o nome por conta do bíblico Monte Sião, em Jerusalém. Ainda criança se mudou para o país materno.

A trajetória no futebol começou cedo e o levou ao Urawa Reds. Não demorou para mostrar que estava acima da média local: com 16 anos se tornou no mais jovem a assinar contrato profissional com o clube.

Em 2021, Suzuki estreou profissionalmente com o Urawa. As suas exibições o garantiram o prêmio "Novo Herói" da Copa da Liga Japonesa. O Japão rapidamente ficaria pequeno para o goleiro de 1,90m.

Em 2023/24 foi para a Bélgica. Inicialmente por empréstimo para o Sint-Truiden, que acabaria por pagar 4 milhões de euros para o ter em definitivo, apenas para o vender pelo dobro um ano depois ao Parma.

Suzuki foi o primeiro goleiro japonês na Seria A. Suas exibições mostraram que estava em um patamar diferenciado.

O talento o levou cedo para as seleções de base. Suzuki optou por jogar pelo país de sua mãe, onde foi criado e estabeleceu seu lar. Disputou três mundiais de base (sub-17 e sub-20) e as Olimpíadas em 2020. Ganhou a posição de titular na seleção japonesa principal em 2023. 

Suas origens multiétnicas o fizeram vítima de preconceito e racismo ao longo da carreira. "Não vou deixar que isso me derrote. Quero revidar produzindo bons resultados", disparou uma vez contra as ofensas. Com 23 anos, parece já não ter muito a provar, alçado a um dos grandes nomes de sua geração não apenas no Japão, mas em todo o mundo da bola.

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