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·21 de agosto de 2026
Pirotecnia no FC Porto, agora ficamos à espera da APCVD

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·21 de agosto de 2026

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol multou o FC Porto em 2.040 euros devido ao comportamento incorreto dos seus adeptos no encontro frente ao Rio Ave, referente à segunda jornada do campeonato, realizado no passado sábado, em Vila do Conde.
Desse valor, 1.530 euros dizem respeito à utilização de engenhos pirotécnicos.
Ficamos então à espera para perceber qual será a atuação da Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto, sobretudo depois de o Benfica ter iniciado o campeonato com o Estádio da Luz interditado por um jogo.
Os próprios números da APCVD demonstram que estamos longe de falar de um problema exclusivo do Benfica. No primeiro semestre de 2026, 217 adeptos ficaram impedidos de entrar em recintos desportivos por decisão daquela entidade. Cerca de 66,8% das interdições estiveram relacionadas com posse ou utilização de artigos pirotécnicos.
Ou seja, a pirotecnia continua a aparecer nos estádios portugueses.
Na final da Taça de Portugal entre Sporting e Torreense, por exemplo, 19 adeptos foram alvo de processos e medidas de interdição relacionados com pirotecnia, segundo o balanço semestral da APCVD.
E aqui surge a pergunta que merece resposta.
Se a solução passa por identificar e interditar individualmente os prevaricadores, como aconteceu nesse jogo, porque razão o Benfica acabou também castigado coletivamente com um encontro à porta fechada?
E, sobretudo, perante a sucessão de casos de pirotecnia envolvendo outros clubes, estarão a APCVD e os tribunais disponíveis para aplicar consequências semelhantes quando estiverem reunidas condições jurídicas comparáveis?
O Benfica já cumpriu o seu castigo.
Agora queremos perceber se o critério será igualmente exigente quando as tochas são de outras cores.







































