AVANTE MEU TRICOLOR
·06 de agosto de 2026
Playboy investidor detona candidatura de Caboclo e volta a tretar com líder da oposição raiz na internet

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·06 de agosto de 2026

Como era de se esperar, o lançamento extraoficial da candidatura de Rogério Caboclo à presidência do São Paulo, com o apoio de Olten Ayres de Abreu e seus aliados, não foi bem recebida internamente no clube e gerou reações.
E uma das reações mais contundentes veio do empresário Diego Fernandes, que ganhou notoriedade junto à torcida por apresentar um plano de captação de recursos para o clube caso ele se transforme em SAF.
Em suas redes sociais, Fernandes postou o vídeo da reunião ocorrida em um jantar na terça-feira (4) onde Olten aparece dando aval e apoio junto com membros de seu grupo político ao nome do ex-presidente da CBF. E tratou de dar sua opinião sobre o assunto.
“Torcedor São Paulino olhem esse vídeo. É a imagem perfeita de por que o São Paulo continua preso ao passado. Anos passam. Presidentes passam. Conselheiros passam. Mas o modelo político continua exatamente o mesmo. Os mesmos grupos. As mesmas articulações. As mesmas disputas de poder. E, infelizmente, os mesmos resultados”, escreveu.
“Um modelo político que, há anos, concentra poder, resiste a mudanças e continua conduzindo o São Paulo pelos mesmos caminhos. O resultado está diante de todos. Dívidas. Crises. Transfer ban. Conflitos internos. Falta de transparência” desabafou.
Crítico público do modelo associativo atual que gere o Tricolor, Fernandes cobrou modernização na gestão do clube.
“Enquanto os grandes clubes do mundo discutem governança, profissionalização, transparência, inteligência de mercado e gestão, o São Paulo continua discutindo política interna. O torcedor não aguenta mais. O São Paulo precisa de uma ruptura com esse modelo. Não basta trocar nomes. É preciso mudar a forma de governar o clube. O FUTURO DO SÃO PAULO NÃO CABE MAIS NA POLÍTICA DO PASSADO”, completou.
Mas a pré-candidatura de Caboclo não foi o único alvo de Fernandes nas suas redes sociais. O empresário voltou a trocar farpas com Caio Forjas, um dos líderes do grupo Salve o Tricolor Raiz, que faz oposição à gestão são-paulina desde os tempos de Julio Casares no poder.
Forjaz também utilizou sua redes sociais mais cedo para divulgação deum manifesto contra o nome de Cabloco. E acabou sento atacado pelo empresário nos comentários (veja abaixo o print). O bate boca evoluiu até para um aplicativo de mensagens pelo celular, onde o conselheiro são-paulino chamou Fernandes de mentiroso.
O Caso
O São Paulo tem extra-oficialmente o seu primeiro candidato para as eleições do final do ano que decidirão o sucessor de Harry Massis na presidência.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR revelou, um jantar realizada na noite desta terça-feira (4) definiu que o grupo político de Olten Ayres de Abreu, presidente do Conselho Deliberativo, e algumas alas apoiadoras, oficializaram o apoio a Rogério Caboclo, ex-presidente da CBF.
Em nota oficial, Olten confirmou ter participado de um jantar na residência de Caboclo e ratificou seu apoio à pré-candidatura do executivo ao comando do Morumbi.
Segundo Olten, a decisão é fruto de um processo contínuo de diálogo entre integrantes do Conselho Deliberativo. O dirigente descartou que o encontro tenha servido para selar chapas completas, alianças definitivas ou loteamento de cargos corporativos, classificando tais versões como especulações de redes sociais.
A nota oficial detalhou que a participação de Cléo Prado, diretora do futebol feminino do clube, deu-se exclusivamente sob sua prerrogativa de conselheira, sem representar endosso da diretoria executiva são-paulina.
Olten Ayres também condenou ataques pessoais direcionados aos participantes do jantar e defendeu a legitimidade das articulações políticas internas.
Paralelamente ao movimento de Olten, a coordenação do grupo político Salve o Tricolor Paulista, formado por nomes da chamada ‘oposição raiz’ à gestão Massis, emitiu comunicado para se distanciar da eventual candidatura de Rogério Caboclo:
Desautorização de vídeos: O grupo afirmou que conteúdos que ligam a ala de oposição a Caboclo não possuem o respaldo de seus coordenadores.
Candidatura própria: A ala reiterou a intenção de lançar o conselheiro vitalício Marcelinho Portugal Gouvêa como o nome ideal para disputar a presidência do Tricolor no pleito de 2026.
Conforme o AVANTE MEU TRICOLOR revelou em maio, a coalizão formada pelos principais grupos políticos oposicionistas a Harry Massis no São Paulo se reuniu na ocasião e chegou a algumas conclusões.
Depois de se considerarem traídos por Vinícius Pinotti por sua atitude de anunciar no último final de semana o nome de Rogério Caboclo como pré-candidato às eleições do final do ano, o que não pegou nada bem nem internamente nem externamente, o grupo decidiu afastar o ex-diretor de futebol das tomadas de decisões.
Ele mesmo um antigo aspirante à presidência, Pinotti agora ficará restrito às opiniões e financiamentos da campanha. O ex-dirigente teria reconhecido que pisou na bola, já que o próprio Caboclo, ex-presidente da CBF, não teria interesse em concorrer ao pleito de dezembro, conforme apurou o AVANTE MEU TRICOLOR.
Uma comissão criada com representantes de todas as chapas oposicionistas foi criada. Será esse grupo o responsável pela comunicação, digamos assim, das decisões tomadas. E o primeiro serviço foi feito: a divulgação do novo postulante nas eleições para presidente.
Marcelinho Portugal Gouvêa é filho do histórico presidente entre 2002 e 2006 e mandatário nos tri da Libertadores e Mundial de Clubes.
Nome bem visto pela torcida e com certa penetração em grupos de conselheiros independentes, principalmente com os cardeais, orbita a oposição desde 2013, quando rompeu com Juvenal Juvêncio, antigo aliado do pai. Usualmente aparece dando entrevistas sobre a situação política e financeira do clube.
O nome de Marcelinho, indicado pela chamada ‘oposição raiz’, formada por quem está contra a gestão desde Julio Casares, ainda depende de aprovações de alguns aliados recentes, entre eles correligionários de Olten Ayres de Abreu, presidente afastado do Conselho Deliberativo.
Antes, o empresário Dáurio Speranzini era tratado como a principal opção para liderar o bloco. No entanto, a viabilidade de seu nome perdeu força diante da crescente resistência entre sócios e conselheiros.
Integrantes do grupo admitem que embora Speranzini seja considerado preparado para a função, o desgaste político em torno da revelação do envolvimento de seu nome na Operação Lava-Jato, em 2018, quando chegou a ser preso, inviabilizou a construção de uma candidatura competitiva. Críticas recorrentes ao empresário nos bastidores do clube passaram a influenciar diretamente o colégio eleitoral. Uma decisão tomada no início do ano passado pelo Supremo Tribunal Federal, no entanto, o absolveu, por falta de provas.
O nome de Caboclo não foi bem recebido nas redes sociais, por conta justamente das denúncias de quando presidia a CBF. Na época, áudios de uma conversa imprópria com ela foram divulgados pela ‘TV Globo’. O dirigente classificou suas falas como “brincadeiras inadequadas”. Ele sempre negou as acusações e foi absolvido na Justiça no início de 2024.
O ex-presidente da CBF é conselheiro vitalício, mas pouco ativo no São Paulo. Os registros da participação de sua família no clube remontam aos anos 1960 e seu pai, por exemplo, participou a gestão de Henri Aidar, no início da década seguinte.







































