Mantos do Futebol
·04 de agosto de 2026
Polêmica no São Paulo e homenagem aos 50 anos: as camisas que marcam a temporada 2026

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·04 de agosto de 2026

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O São Paulo enfrentou resistência interna sobre se seu novo uniforme da New Balance seguia corretamente o regulamento do clube quanto à forma como o emblema deveria se sobrepor às três listras no peito, mas o lançamento seguiu em frente mesmo assim. O Corinthians, por sua vez, optou por uma abordagem mais comemorativa, revelando um uniforme da Nike que homenageia a icônica “Invasão Corinthiana” de 1976, cinquenta anos depois. O Flamengo, por sua vez, redefiniu sua camisa branca, agora chamada de “Manto 1 Branco”, tratando-a como uma peça de identidade por si só, em vez de apenas um uniforme alternativo para jogos fora de casa.
E, como a temporada de lançamento de uniformes costuma coincidir com o burburinho em torno de grandes partidas e das cotações de apostas, confira as melhores bets na Metropoles para acompanhar esse lado da cobertura esportiva.
Cada caso, à sua maneira, mostra como o design de uma camisa pode se tornar um tema de discussão entre torcedores, diretorias de clubes e redes sociais ao mesmo tempo.
O São Paulo lançou em fevereiro sua nova camisa principal para a temporada, mas o caminho até a revelação oficial foi marcado por tensão nos bastidores. Conselheiros do clube apontaram que o desenho da camisa, produzida pela New Balance, feria o estatuto tricolor, especificamente o artigo que determina que o escudo deve sobrepor as três faixas horizontais no peito.
No modelo apresentado, o escudo aparecia com uma borda branca que “vazava” as listras, o que gerou questionamentos internos e chegou ao presidente Harry Massis Jr.. Apesar da controvérsia, o clube manteve o lançamento e a camisa estreou em jogo oficial contra o Grêmio, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro. A New Balance e o São Paulo reforçaram o conceito de “DNA Tricolor” na campanha, e a frase “tradição é detalhe”, exibida no vídeo de divulgação, foi lida como uma resposta às críticas nas redes sociais.
Enquanto o São Paulo lidava com debate interno, o Corinthians apostou em uma homenagem que resgata um dos capítulos mais marcantes da sua história: a Invasão Corinthiana de 1976.
A Nike e o clube apresentaram os novos uniformes para a temporada 2026/2027 inspirados no episódio em que milhares de torcedores viajaram ao Rio de Janeiro para acompanhar a semifinal do Campeonato Brasileiro no Maracanã.
A camisa principal, em tom creme claro, resgata elementos visuais do uniforme utilizado naquele jogo histórico, incluindo o escudo da década de 70. Já a camisa reserva apresenta listras verticais em preto e branco, com gola e mangas brancas, também com o escudo clássico. A estreia da camisa reserva aconteceu no clássico contra o São Paulo, na Neo Química Arena, enquanto o uniforme principal foi utilizado pela primeira vez contra o Botafogo, no Rio.
O Flamengo também entrou no ritmo de lançamentos em 2026, apresentando uma nova versão da sua camisa branca, agora batizada de “Manto 1 Branco”. O uniforme substitui a nomenclatura “visitante” e passa a ser tratado como uma peça de identidade própria, e não apenas como alternativa fora de casa.
O modelo retorna com faixas rubro-negras no peito e está disponível nas versões masculina, feminina, infantil e “jogador”, com preços que variam conforme a versão. A campanha de lançamento contou com jogadores como Arrascaeta e Lucas Paquetá, reforçando o vínculo entre o novo uniforme e o elenco atual.
Mais recentemente, o clube apresentou ainda um terceiro uniforme predominantemente vermelho, com o tradicional escudo do remo, ampliando as opções para a torcida.
Esses lançamentos mostram como as camisas de futebol continuam sendo uma das formas mais visíveis de contar a história dos clubes brasileiros. No caso do São Paulo, a polêmica em torno do estatuto reforça como a torcida e os conselheiros acompanham cada detalhe que envolve a identidade visual do clube.
No Corinthians, a homenagem aos 50 anos da Invasão de 1976 conecta passado e presente, resgatando um momento em que a torcida se tornou protagonista da narrativa. Já o Flamengo, ao consolidar o “Manto 1 Branco” como peça de identidade, reforça que os uniformes alternativos também podem carregar o mesmo peso simbólico dos tradicionais.
A reação da torcida tornou-se parte essencial do lançamento de qualquer camisa. Hoje, a avaliação não acontece apenas quando o uniforme estreia em campo; ela começa no momento em que as primeiras imagens circulam, especialmente nas redes sociais.
Para o público do Mantos do Futebol, isso é especialmente relevante porque o interesse vai além da notícia em si: envolve comparação com modelos anteriores, leitura de detalhes e discussão sobre a fidelidade à tradição do clube.
O uniforme também é uma ferramenta de posicionamento. Em tempos em que os clubes disputam atenção em várias frentes, a camisa ajuda a consolidar uma marca esportiva forte e reconhecível. Isso vale tanto para os grandes centros quanto para clubes com forte ligação regional, como os que disputam o Brasileirão e a Copa do Brasil, onde a visibilidade das partidas impulsiona a procura por produtos oficiais.
No Brasil, o setor de apostas esportivas é regulamentado e deve ser tratado com responsabilidade, especialmente quando aparece associado à cobertura esportiva.
As camisas lançadas em 2026 pelo São Paulo, Corinthians e Flamengo mostram que o mercado de uniformes segue aquecido e, mais do que isso, conectado à memória e à identidade de cada clube.
Em meio ao calendário cheio, aos jogos do Brasileirão e às fases decisivas da Copa do Brasil, elas seguem chamando atenção não só pelo visual, mas pelo peso cultural que carregam.
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