Polícia aponta associação criminosa em esquema de camarotes no São Paulo | OneFootball

Polícia aponta associação criminosa em esquema de camarotes no São Paulo | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Esporte News Mundo

Esporte News Mundo

·20 de março de 2026

Polícia aponta associação criminosa em esquema de camarotes no São Paulo

Imagem do artigo:Polícia aponta associação criminosa em esquema de camarotes no São Paulo

De acordo com relatório do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), Rita de Cássia Adriana Prado, Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Marcio Carlomagno formaram uma ‘associação criminosa profissionalizada’ no São Paulo. O quarteto tinha uma divisão fixada de lucros em esquema de venda ilegal dos camarotes tricolores.

O ge apurou que um caderno encontrado durante busca e apreensão da Polícia Civil foi o principal trunfo para a investigação. O objeto foi encontrado no endereço de Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como sócia informal do clube.


Vídeos OneFootball


Para a Polícia Civil, o esquema de venda ilegal dos camarotes do São Paulo durou quase dois anos, desde o show da banda britânica Coldplay, em março de 2023, até a apresentação da cantora colombiana Shakira, em fevereiro de 2025.

Publicidade

O ex-superintendente geral do São Paulo, Marcio Carlomagno, havia sido citado por Douglas Schwartzmann como o responsável por ceder o espaço para Mara Casares, mas, agora, é visto pela Polícia Civil como parte da associação criminosa.

“Este documento (o caderno) é o elo que une Marcio Carlomagno, a influência de Mara Casares e Douglas Schwartzmann e a operação de Adriana Prado em uma engrenagem sistêmica de saque ao patrimônio”, destacou o relatório da Polícia.

Carlomagno diz não ter tempo hábil para acessar o documento, mas nega relações com Adriana e envolvimento em comercialização de ingressos ilegais no camarote.

Rita de Cássia Adriana Prado, chamada de Adriana pelos demais envolvidos no esquema, é dita como a “operadora logística e financeira”, responsável por revender ingressos de shows e dividir o lucro com os demais membros da sociedade criminosa que se formou no São Paulo.

Em uma parte do caderno, Adriana deu informações sobre a divisão de lucros da sociedade e qual era o cargo de cada um de seus membros dentro do São Paulo. Veja:

Imagem do artigo:Polícia aponta associação criminosa em esquema de camarotes no São Paulo

(Foto: Reprodução)

As páginas em que Adriana escreve os nomes de Mara, Douglas e Marcio abaixo da palavra “sócios” e “25% para cada” são definidas como prova material de que o lucro oriundo da exploração clandestina dos camarotes se tratam de uma corrupção fixada e sistêmica. Por essa razão, a investigação concluiu que uma associação criminosa se fez presente no São Paulo.

Os advogados de Rita de Cássia Adriana Prado, notificaram que “os elementos produzidos no curso de investigações não possuem força para afirmar qualquer culpa ou inocência, sobretudo antes de submetidos ao indispensável contraditório, pilar do Estado de Direito. A defesa reitera que somente após o acesso integral aos autos e à totalidade das informações colhidas será possível se manifestar de forma completa e precisa acerca de todos os fatos.”

Saiba mais sobre o veículo