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·07 de janeiro de 2026
Polícia aponta ‘esquema financeiro atípico’ e investiga filha e ex-esposa de Julio Casares por operações suspeitas

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As denúncias no São Paulo ganham novidades a cada dia. Desta vez, o inquérito aberto pela Polícia Civil que investiga movimentações financeiras feitas pelo clube e seu presidente Julio Casares, averígua também “esquema financeiro atípico” envolvendo os nomes de Mara Casares, ex-esposa do mandatário, além de sua filha, Deborah de Melo Casares.
Em reportagem desta quarta-feira (7) do Globo Esporte, as investigações sobre as movimentações financeiras de Mata apontaram três operações de crédito do São Paulo em que ela e o marido aparecem listados em cartório de notas, em somas de cerca de R$ 125 milhões entre 2021 e 2024, em situação que “exige maior aprofundamento para verificar eventual confusão patrimonial”, há operações financeiras que foram classificadas como “suspeitas” pelos investigadores da Polícia.
O relatório indica “severa gravidade” pela dissolução da sociedade conjugal entre Julio e Mara Casares, já que no período em questão a conta do presidente quitou 104 boletos bancários de despesas da ex-esposa, somando mais de R$ 137 mil pagos.
E as averiguações chegaram também na filha do casal, Deborah de Melo Casares, que teve sua conta bancaria analisada pelo Polícia, que indicou “manobras financeiras de alta sofisticação para a dissimulação de valores”.
De acordo com o GE.com, em 22 de novembro de 2024, Mara realizou um depósito de R$ 49.500,00 na conta de Deborah. O valor foi estratégico, já que a partir de R$ 50 mil as instituições financeiras são obrigadas a comunicar o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
A prática é conhecida como structuring ou smurfing, que evidencia o dolo e conhecimento dos mecanismos de controle por parte do depositante, segundo o delegado responsável pelo caso, Tiago Fernando Correia. O presidente Julio Casares é suspeito da mesma prática.
Outra tática usada por Deborah Casares foi envolvendo a empresa Otto Estúdio de Beleza, em que é sócia, que recebia dinheiro vivo na mesma data em que sua conta física recebia valores.
No final de 2024, enquanto Mara depositava R$ 49.500 mil na conta física da filha, a conta da empresa recebeu R$ 37.520 mil em espécie. Meses depois, enquanto a conta física recebia R$ 40.100 mil, a empresa recebeu mais R$ 30 mil em espécie. Foram quase R$ 160 mil injetados.
Deborah Casares realizou, segundo a Polícia, mais uma atitude suspeita, ao transferir via PIX R$ 35.249 mil para uma conta no Bradesco, estratégia chamada de layering, quando o dinheiro é movido de diferentes contas para dificultar o seu rastreio.
O Relatório da Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) assinala claro “esquema financeiro atípico”, além de dizer que o cenário “transcende à mera desorganização financeira” e aponta intenção de se “dissimular a real natureza e a origem de recursos que não poderiam transitar pelo sistema financeiro formal de maneira transparente”.









































