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·29 de janeiro de 2026

Polícia Civil abre inquérito para investigar possível corrupção no social do São Paulo

Imagem do artigo:Polícia Civil abre inquérito para investigar possível corrupção no social do São Paulo

O Ministério Público, juntamente com a Polícia Civil, instaurou um novo inquérito para averiguar uma possível corrupção no departamento social do São Paulo. O principal alvo da investigação é António Donizete Gonçalves, conhecido como Dedé, que atuava como diretor social do clube até deixar o cargo em janeiro deste ano, em comum acordo com o presidente Harry Massis.


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A investigação corre em segredo de Justiça. De acordo com o UOL, que antecipou a informação, a denúncia é motivada por um áudio em que Dedé, supostamente, teria se colocado à disposição para providenciar benefícios a uma pessoa, mediante o pagamento de uma “taxa de entrada” de R$ 100 mil a R$ 150 mil. Além disso, ele também teria citado que cobraria “20% do faturamento bruto”.

Dedé reconheceu a veracidade do áudio, mas justificou que seria uma cobrança oficial do São Paulo para conceder a permissão de entrada de fornecedores no clube social e que os valores são direcionados ao caixa do clube. Sobre os 20%, o ex-diretor ainda afirmou que seriam referentes à pedida do São Paulo sobre o faturamento bruto.

O inquérito, instaurado pela 3ª Delegacia da Divisão de Crimes do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), foi um pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), acatado pela Polícia Civil após denúncias de irregularidades na sede social do clube, segundo confirmou a Gazeta Esportiva.

Saída recente da diretoria

Vale lembrar que, em uma das suas primeiras ações como presidente do São Paulo, Harry Massis decidiu demitir Dedé da diretoria social, e as partes chegaram a um acordo para a saída pouco após a renúncia de Júlio Casares. O mandatário nomeou Toninho Andrade para ocupar a função que era anteriormente de Dedé.

Investigações no São Paulo

Essa é a terceira investigação conduzida pelas autoridades envolvendo o São Paulo Futebol Clube nos últimos meses. A Polícia Civil também instaurou inquérito para apurar um suposto esquema ilegal de venda de ingressos para shows de um camarote no Morumbis, que culminou nos afastamentos de Mara Casares (diretora feminina, social e de eventos do clube) e Douglas Schwartzmann (diretor adjunto da base).

Em outro braço da investigação, a Polícia ainda apura um possível desvio de dinheiro em vendas de atletas, além da retirada de R$ 11 milhões em dinheiro em espécie, dos cofres do clube, entre 2021 e 2025. Ex-presidente do São Paulo, Júlio Casares também é alvo das autoridades por ter supostamente recebido R$ 1,5 em dinheiro vivo entre janeiro de 2023 e maio de 2025.

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