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·10 de março de 2026

Polícia Civil investiga pancadaria generalizada na final do Campeonato Mineiro

Imagem do artigo:Polícia Civil investiga pancadaria generalizada na final do Campeonato Mineiro

A briga generalizada registrada na final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético Mineiro passou a ser investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais. A informação foi divulgada inicialmente pela Itatiaia.

O confronto, disputado no Mineirão, terminou com cenas de violência envolvendo jogadores e integrantes das duas equipes.


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Segundo a corporação, foi instaurado um procedimento para apurar o que aconteceu nos instantes finais da partida, sob responsabilidade da Delegacia de Eventos e Proteção ao Turista, que já recebeu a súmula do jogo com os relatos do árbitro Matheus Candançan e também iniciou a coleta de vídeos e imagens da confusão.

Após a conclusão das diligências, que não têm prazo definido, o material será encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais, que decidirá se haverá ou não denúncia contra os envolvidos.

Dependendo das conclusões da investigação, jogadores podem ser enquadrados no artigo 201 da Lei Geral do Esporte, que trata de provocar tumulto, praticar ou incitar violência em eventos esportivos. A pena prevista pode chegar a até dois anos de reclusão, além de multa.

A briga

Em campo, o Cruzeiro vencia por 1 a 0, gol marcado por Kaio Jorge, resultado que garantiu à equipe o título mineiro de 2026 após sete anos sem conquistar o troféu.

Nos instantes finais, o goleiro Everson, do Atlético, se envolveu em uma disputa com o meia Christian, do Cruzeiro. Irritado com o choque, o arqueiro empurrou o adversário e se jogou sobre ele, o que provocou a reação imediata dos jogadores da equipe celeste.

A partir desse momento, atletas de ambos os times passaram a trocar socos, chutes e até voadoras em diversas regiões do gramado. Jogadores que estavam no banco de reservas também correram para o campo e se envolveram na briga, que se prolongou por vários minutos.

O volante Lucas Romero chegou a acertar um soco em Everson, que caiu dentro do gol. O goleiro Cássio também esteve entre os mais exaltados e tentou agredir o zagueiro Junior Alonso, além de se envolver em outros momentos da confusão.

O defensor Lyanco trocou socos com o meia Gerson e também recebeu golpes de outros adversários. Em outra sequência, o atacante Hulk entrou na confusão para defender companheiros e acabou protagonizando confrontos com o zagueiro Lucas Villalba.

Outros atletas também participaram das agressões em momentos diferentes, como Renan Lodi, Walace, Fagner, Preciado, Gabriel Delfim e Cassierra, entre outros.

Seguranças das duas equipes e policiais militares precisaram entrar no gramado para tentar conter os ânimos. Em meio ao caos, o árbitro chegou a solicitar proteção da Polícia Militar.

23 expulsões registradas

Após a situação ser controlada e sem condições de reiniciar a partida, o árbitro decidiu encerrar o jogo. Posteriormente, ele registrou na súmula um total de 23 expulsões, sendo 12 jogadores do Cruzeiro e 11 do Atlético.

Foram expulsos pelo Cruzeiro: Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Lucas Villalba, Kauã Prates, Christian, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge.

Pelo Atlético: Everson, Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e Hulk.

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