RTI Esporte
·02 de outubro de 2026
Ponte Preta vive risco de queda mais precoce da história; entenda cenários

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·02 de outubro de 2026

A Ponte Preta pode transformar o drama da Série B do Campeonato Brasileiro em um registro negativo inédito. Lanterna da competição, com 13 pontos, a equipe corre o risco de ter o rebaixamento para a terceira divisão confirmado já na próxima rodada, diante do Cuiabá, na Arena Pantanal.
A Ponte Preta está 22 pontos atrás do Botafogo-SP, primeiro time fora da zona de rebaixamento, e tem oito rodadas para reagir. Com 24 pontos ainda em disputa, a Macaca precisa vencer todos os jogos restantes para chegar aos 37 pontos.
O problema é que a margem para reação pode desaparecer neste sábado. Se perder para o Cuiabá, a Ponte permanecerá com 13 pontos e terá apenas sete rodadas pela frente. Mesmo vencendo todas, chegaria a 34.
Como o Botafogo-SP já soma 35, a equipe paulista não teria mais como alcançar o primeiro adversário fora da zona de rebaixamento. Nesse cenário, a queda será confirmada na 31ª rodada, com sete partidas ainda por disputar.
O cenário não depende apenas do jogo em Cuiabá. Mesmo com empate ou vitória, a Ponte pode ser rebaixada se Ceará e Botafogo-SP vencerem seus compromissos, tornando a diferença inalcançável nas sete rodadas restantes.
Com um empate, a Macaca chegaria aos 14 pontos. Uma vitória a levaria aos 16. Em ambos os casos, porém, seria necessário que pelo menos um dos concorrentes diretos deixasse pontos pelo caminho para adiar a confirmação do descenso.
Se o rebaixamento for confirmado contra o Cuiabá, a Ponte Preta terá a queda mais precoce de sua história em uma edição do Campeonato Brasileiro disputada pelo sistema de pontos corridos com 38 rodadas.
As três quedas anteriores nesse formato ocorreram na 37ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Em 2006, a derrota para o Goiás confirmou o descenso; em 2017, a Ponte Preta abriu 2 a 0 sobre o Vitória, mas sofreu a virada por 3 a 2 e caiu na penúltima rodada.
O episódio ainda foi marcado por uma invasão de campo. A queda mais recente aconteceu em 2024. Na ocasião, vitórias de CRB e Chapecoense eliminaram as possibilidades matemáticas de permanência da equipe na Série B. A Ponte terminou a competição com 38 pontos.
Os casos de 1989 e 1995 são diferentes, pois os regulamentos não permitem comparação direta com o formato atual. Em 1989, a Ponte terminou em último no grupo da Série B e disputou a terceira divisão no ano seguinte, sem rebaixamento formal nos moldes atuais.
Em 1995, por exemplo, a equipe paulista terminou em posição de descenso na Série B do Campeonato Brasileiro, mas a queda acabou cancelada após a desistência de um participante da edição seguinte da competição.
A matemática explica o risco, mas o calendário mostra o tamanho do desafio. Para alcançar 37 pontos, a Ponte teria de vencer todos os oito jogos restantes — algo que não conseguiu fazer em nenhuma sequência semelhante ao longo da atual campanha.
Depois do Cuiabá, a equipe ainda terá pela frente Juventude, Novorizontino, Atlético-GO, Fortaleza, Criciúma, Goiás e Operário-PR. A queda pode ser adiada por mais uma rodada, mas a margem de erro praticamente desapareceu.
Se o pior cenário se confirmar no sábado, a Ponte Preta terá sete jogos para começar a reconstrução de uma temporada que pode terminar com o rebaixamento mais precoce de sua história no atual modelo do Campeonato Brasileiro.







































