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·19 de setembro de 2026

Ponte Preta vota avanço da SAF em meio à crise; saiba detalhes

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A Ponte Preta realiza neste sábado, 19, uma nova Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para discutir a constituição da SAF. A reunião será no Salão Nobre do Moisés Lucarelli, a partir das 8h, após a tentativa de agosto terminar sem votação.

A Agência RTI Esporte apurou que a decisão dos associados será tomada por voto secreto e individual. A primeira convocação está marcada para as 8h, com segunda chamada às 8h30, enquanto o prazo para votação termina às 14h30.


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Para a proposta ser aprovada, é necessário o apoio de dois terços dos associados presentes. A Ponte Preta tem aproximadamente 750 associados, mas o número exato de votos necessários dependerá da quantidade de pessoas aptas que participarem da assembleia.

A votação não decide a venda do futebol nem a entrada de um investidor. Os associados irão referendar a decisão do Conselho Deliberativo, de 17 de junho, que autorizou o avanço da SAF por meio da separação do futebol das demais atividades do clube.

Aprovação não autoriza venda do patrimônio

O edital da AGE prevê que a aprovação não autoriza a venda de imóveis, patrimônio ou direitos da Ponte Preta. A proposta de cerca de R$ 1 bilhão para a futura SAF também não será votada neste sábado pelo quadro.

O projeto prevê pagamento de dívidas, investimentos no futebol profissional e base, além de melhorias estruturais. Eventuais contratos com investidores ainda dependerão do Conselho Deliberativo e de nova Assembleia Geral.

Justiça determina medidas para a nova AGE

A realização da assembleia ocorre sob uma série de determinações judiciais provocadas por ações apresentadas por integrantes da oposição. Entre as medidas estão a disponibilização da relação de associados habilitados a votar e o acompanhamento dos trabalhos por tabeliães.

A reunião também deverá ser filmada integralmente, com registro dos acontecimentos em ata. O Conselho Deliberativo informou ainda que solicitou reforço de segurança à Polícia Militar e à Guarda Municipal para o evento.

A primeira AGE sobre o tema ocorreu em 24 de agosto, mas terminou sem que os associados chegassem à votação. A reunião foi marcada por confusão e por decisões liminares relacionadas à transparência e ao formato da deliberação.

Oposição questiona condução do processo

A discussão sobre a SAF também aprofundou a disputa política interna da Ponte Preta. O conselheiro Gustavo Garcia Valio, ex-diretor financeiro da gestão de Marco Antonio Eberlin, levou à Justiça questionamentos sobre a condução do processo.

Valio afirma ser favorável à SAF, mas defende que os associados tenham acesso às informações necessárias. Outros 158 conselheiros pediram uma AGE para discutir a destituição de Luiz Antonio Alves Torrano e Marco Antonio Eberlin, mas o requerimento ainda não foi votado.

Além disso, dez conselheiros que respondem a processos disciplinares internos obtiveram decisões judiciais que garantiram sua participação na assembleia deste sábado no Moisés Lucarelli, inclusive com direito a voto.

Crise financeira aumenta pressão sobre o clube

A AGE será realizada enquanto a Ponte Preta enfrenta dificuldades financeiras e esportivas. O clube passou por atrasos salariais que provocaram uma paralisação do elenco durante a Série B do Campeonato Brasileiro.

Antes da interrupção, os jogadores alvinegros afirmaram, em comunicado, que havia aproximadamente seis meses de salários pendentes e defenderam medidas para reorganizar as finanças e regularizar os pagamentos.

Durante o período de paralisação, a Ponte chegou a utilizar jogadores das categorias de base no jogo contra o América-MG, em meio à tentativa de evitar um W.O. A paralisação foi posteriormente encerrada, mas os problemas financeiros permaneceram.

Ponte Preta também vive momento ruim em campo

A situação esportiva acompanha a crise administrativa. A Ponte ocupa a última posição da Série B, com dez pontos, e vem de uma derrota por 6 a 0 para o Londrina. O time chegou a 22 partidas sem vencer na competição.

Desde o fim da paralisação, foram quatro jogos, com 12 gols sofridos e nenhum marcado. A eventual aprovação da SAF permitirá avançar no processo, mas não definirá a entrada de um investidor nem a transferência do futebol.

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