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·21 de abril de 2026

Ponto fraco? Bola áerea defensiva liga sinal de alerta para o Bahia; Hembert avalia

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O sistema defensivo do Bahia vive um momento de instabilidade pelo alto, o que é demonstrado pelas últimas três partidas, período em que o Tricolor sofreu pelo um gol de bola parada em cada confronto.

Com lances perdidos pela defesa no alto, e infelicidades com gols contra, a equipe ligou o sinal de alerta para corrigir o posicionamento aéreo especialmente antes de um jogo contra uma equipe que aposta na bola aérea.


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Na derrota para o Flamengo, o Esquadrão foi vazado em uma jogada ensaiada após cobrança de escanteio, com desvio de Saúl que deixou Paquetá livre para finalizar à meta defendida por Léo Vieira.

Antes do Maracanã, a derrota para o Palmeiras também foi definida em lance de bola parada, que culminou em gol contra de Ramos Mingo; diante do Mirassol, David Duarte falhou ao cabecear para a própria meta, em um erro totalmente individual.

Como a sequência de gols sofridos em bola parada é vista pelo Bahia?

O auxiliar Charles Hembert, que é o responsável direto pelo treinamento de bolas paradas no CT Evaristo de Macedo, comandou o time no Rio de Janeiro e foi questionado sobre o problema recente.

Para ele, a dificuldade está diretamente ligada ao perfil do elenco, que prioriza a técnica em detrimento da estatura elevada.

Durante a entrevista coletiva, Hembert explicou que a montagem do grupo de jogadores seguiu uma diretriz de qualidade técnica. O profissional argumentou que, para ter um time dominante com a bola nos pés e “vistoso” aos olhos do torcedor, foi necessário abrir mão de atletas com maior vigor físico e estatura para o jogo aéreo defensivo.

“Não é uma característica dos nossos jogadores, que não têm muita altura. Se quiséssemos ser um bom time de bola parada, a gente recrutaria jogadores mais altos. Fizemos a opção de ter um time mais técnico e vistoso. Não teríamos Caio Alexandre, Everton Ribeiro, Jean Lucas e pontas mais baixos. A gente recrutaria jogadores de 1,90m e focaríamos mais neste aspecto. Não quer dizer que não queremos melhorar a bola parada”.

Além de gol em escanteio, Flamengo foi dominante na bola aérea contra o Bahia

As dificuldades do Bahia pelo ar se resumem a lances com a bola parada. Além do gol que surgiu em escanteio, o Flamengo criou três lances de extremo perigo ao gol tricolor em jogadas finalizadas pelo alto:

  • 19 minutos, 1º tempo: Arrascaeta cruzou da ponta esquerda e Pedro cabeceou com perigo, tirando tinta da trave;
  • 10 minutos, 2º tempo: Arrascaeta recebeu cruzamento de Varela pelo lado direito e surgiu entre os defensores, cabeceando na trave;
  • 20 minutos, 2º tempo: Léo Ortiz se antecipou à marcação em cobrança de escanteio feita por Arrascaeta e cabeceou no travessão.
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Falha de posicionamento permitiu cabeçada de Pedro (Foto: Reprodução / Premiere)

Com apenas um treinamento com bola para corrigir falhas, o Bahia voltará a campo às 19h desta quarta-feira (22), contra o Remo, pela ida da quinta fase da Copa do Brasil.

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