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·08 de junho de 2026
Por que a Reforma Estatutária feita pelo Flamengo não faria cócegas na situação do São Paulo que precisa de algo mais radical?

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Por que a Reforma Estatutária feita pelo Flamengo não faria cócegas na situação do São Paulo que precisa de algo mais radical?

OPINIÃO: a Reforma do Flamengo pode endereçar governança; e, de fato, como corretamente colocado, governança importa mais do que a sigla jurídica. Mas existe uma diferença importante entre os problemas que Flamengo e outros clubes, como o São Paulo, precisam resolver. O Flamengo discute como blindar uma instituição saudável contra futuras más gestões.
O São Paulo discute como sair de uma estrutura asfixiada por uma dívida colossal que traz consigo uma despesa financeira que consome mais da metade de sua receita recorrente; além de passivos de toda classe e escassez de capital.Governança reduz risco; recapitalização repara balanço. São problemas complementares… não concorrentes. Se amanhã o São Paulo aprovasse uma reforma idêntica a do Flamengo, a dívida continuaria lá no dia seguinte.
As despesas financeiras continuariam lá. A necessidade de liquidar ativos e outras medidas de sobrevivência, idem, porque a urgência por caixa continuaria lá. Vejo a reforma do Flamengo como uma excelente solução para um clube saudável. Já para clubes em situação muito mais deteriorada, a discussão passa necessariamente por dois temas simultâneos: governança e capitalização.
UMA SEM OUTRA RESOLVE APENAS METADE DO PROBLEMA. Faço essa ponderação, respeitosamente, apenas para não iludir torcedores de clubes em situações diametralmente opostas. O Flamengo está discutindo como instalar o melhor carregador para um carro elétrico que já possui na garagem. O São Paulo ainda precisa renegociar o consignado, sair do cheque especial e recuperar capacidade de pagamento.
Os dois debates são legítimos, mas claramente não estão na mesma etapa da vida financeira.Por isso, o São Paulo inevitavelmente precisará de SAF, querendo ou não e não adianta um estúpido falar em fórmulas mágicas, confiar em novos conselheiros como Presidentes em um sistema político fadado, fodido e que só aniquila a instituição dia após dia.
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