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·19 de julho de 2026

Por que o Grêmio desistiu do FFU e ficou na Libra? Entenda

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Os bastidores do Grêmio seguem fervendo.

O clube chegou a convocar conselheiros para votar a saída da Libra rumo ao bloco Futebol Forte União (FFU), mas recuou e decidiu permanecer onde estava.


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De acordo com o ge, essa mudança de rota envolveu expectativas frustradas, pressões externas e até um acordo milionário com o Flamengo.

Entenda o caso

Com o caixa no vermelho, a diretoria gremista viu no FFU uma chance de injetar dinheiro rápido no primeiro semestre.

A proposta inicial parecia tentadora: receber R$ 96 milhões pela venda de 10% dos direitos de transmissão por 50 anos.

O Grêmio descobriu que esse valor seria drasticamente reduzido pelo fato de o clube estar entrando no bloco de forma tardia (os outros times do FFU já haviam assinado o contrato em 2023).

Ao ensaiar a saída, o Grêmio chamou a atenção do mercado e usou isso como trunfo para ganhar poder político dentro da Libra.

O Tricolor passou a apoiar o pleito do Flamengo sobre o recálculo da distribuição de verbas televisivas no bloco.

Como "gratificação" por essa aliança política que viabilizou o novo acordo, o Flamengo repassará, por fora, R$ 24 milhões ao Grêmio entre 2026 e 2029.

Após sofrer pressão de figuras influentes do futebol para não mudar de lado, o Grêmio garantiu sua posição e agora tem assento no comitê gestor da Libra, sendo representado pelo seu CEO, Alex Leitão.

O clube recusou propostas de bancos que queriam até 14% dos direitos por 15 anos em troca de empréstimos. Com isso, o Tricolor manteve 100% dos seus direitos intactos, o que garante maior poder de barganha caso uma liga unificada seja criada no futuro.

Apesar da vitória política, o problema a curto prazo continua: o clube segue com o fluxo de caixa sufocado.

Salários atrasados: Os vencimentos de junho (incluindo direitos de imagem) não foram pagos no prazo. A esperança para quitar essa pendência em breve é a entrada do dinheiro da venda do zagueiro Viery à Fiorentina (Itália).

Dívidas no Mercado: O clube está sendo cobrado pelo Anderlecht, da Bélgica (400 mil euros pela compra de Amuzu), e pelo River Plate, do Uruguai (200 mil dólares pelo empréstimo de Arezo), que inclusive já acionou a Fifa para receber o valor.


📸 Pedro H. Tesch - 2025 Getty Images

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