Por que uma fratura no punho tira Arrascaeta de jogos decisivos do Flamengo se o futebol é com os pés? | OneFootball

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Coluna do Fla

·29 de setembro de 2026

Por que uma fratura no punho tira Arrascaeta de jogos decisivos do Flamengo se o futebol é com os pés?

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Arrascaeta se machucou nessa segunda-feira (28), em amistoso Data FIFA


O meio campista do Flamengo, Arrascaeta, vai perder jogos importantes na reta final da temporada por ter sofrido uma fratura no punho em amistoso com a Seleção Uruguaia na Data FIFA. Embora as mãos não sejam usadas diretamente por jogadores de linha durante uma partida, lesões mais graves nos membros superiores podem impedir o atleta de competir.

COMO ARRASCAETA SE MACHUCOU?

Durante amistoso entre Uruguai e Coreia do Sul, nessa segunda-feira (28), Arrascaeta escorregou sozinho, sem disputa de bola, e apoiou a mão esquerda no gramado para amortecer a queda. Logo na sequência, o jogador demonstrou dores intensas e se levantou com semblante de sofrimento.


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Assim, aos 32 minutos do segundo tempo, o técnico Diego Forlán foi obrigado a substituir o camisa 10. Antes do lance, o meio campista havia marcado um gol e dado uma assistência na partida.

Após o jogo, o Arrascaeta passou por exames médicos. Desse modo, o resultado apontou fratura no punho esquerdo do jogador, diagnóstico que confirmou a gravidade da queda sofrida em campo.

POR QUE ARRASCAETA NÃO PODE JOGAR?

As regras médicas pesam mais nessa decisão. Os exames de Arrascaeta confirmaram a fratura e apontaram a necessidade de uma cirurgia. Por causa disso, qualquer intervenção cirúrgica proíbe a prática de esportes que envolvem contato e impacto físico.

Durante a operação, os médicos colocam placas ou parafusos para firmar o osso. Logo, qualquer pancada ou esbarrão nessa região pode tirar o osso do lugar de novo. Um novo choque arriscaria o sucesso da cirurgia e poderia até forçar uma nova operação.

No fim das contas, o fato de ser futebol não altera essa escolha. Mesmo que os jogadores de linha não usem as mãos para tocar na bola, eles caem no chão, disputam espaço, usam os braços para se equilibrar e correm o risco de bater contra adversários, contra a bola ou contra o gramado.

EXISTE REGRA QUE IMPEÇA ARRASCAETA DE JOGAR?

As regras do futebol não proíbem um jogador de entrar em campo com o punho machucado. A Regra 4 da IFAB permite o uso de proteções, contando que elas sejam seguras. O regulamento diz que itens macios, leves e com enchimento são aceitos.

Porém, na prática, o juiz precisa aprovar o equipamento e ele não pode machucar os outros atletas. Se a tala for de metal, muito dura ou rígida, a arbitragem pode proibir o uso para evitar perigo em colisões.

QUANDO ARRASCAETA PODERÁ VOLTAR A JOGAR?

O fisioterapeuta Nelson Marques disse em entrevista ao Coluna do Fla que Arrascaeta sofreu uma fratura de Colles. Segundo o especialista, o problema deve ser resolvido em um período de recuperação entre 60 e 90 dias. No entanto, ele ressalta que o prazo varia conforme a idade, a gravidade da lesão, a técnica cirúrgica e as condições individuais.

A estimativa inicial relatada nos bastidores é menor. Segundo a ESPN, o departamento médico do Flamengo projeta cerca de seis semanas de afastamento. Oficialmente, porém, o clube ainda não estabeleceu prazo.

“O processo de recuperação e consolidação de um osso depende de pessoa para pessoa. O metabolismo pode auxiliar. (…) O problema é o processo de recuperação, a mobilidade dessa articulação. É isso que vai fazer com que esse processo seja mais rápido ou mais lento. Eu sei que o grupo de trabalho do Flamengo, em relação à fisioterapia é de excelente qualidade”, afirmou o fisioterapeuta.

DESFALQUE NA LIBERTADORES?

Com a fratura, Arrascaeta deve ser desfalque nos dois jogos contra o Estudiantes (ARG), pela semifinal da Libertadores. A ida está marcada para 15 de outubro, em La Plata. Já a volta acontece no dia 22, no Maracanã.

Conforme apurou o Coluna do Fla, o clube trabalha com a possibilidade de contar com o meia apenas em uma eventual final continental. Antes disso, o Flamengo pediu o retorno imediato do jogador ao Brasil, com aval do médico Fernando Sassaki. Assim, o departamento médico fará uma nova avaliação antes da cirurgia.

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